Anel de Ferrara

O anel de Ferrara é uma das opções para o tratamento do ceratocone, doença que provoca a deformação da superfície da córnea, fazendo com que ela perca a sua forma circular natural e adquira um formato cônico e irregular, prejudicando a visão. Esse anel é implantado dentro da córnea, com o objetivo de alterar a sua curvatura e regularizar a sua superfície, melhorando a acuidade visual e a qualidade de vida das pessoas que possuem o ceratocone.

O que é o anel de Ferrara?

O anel de Ferrara, também chamado pelo nome técnico Anel Intraestromal Corneano, é uma órtese formada por dois semicírculos de espessura variada e 5 mm de diâmetro, confeccionado com polimetilmetacrilato (PMMA), acrílico rígido, já utilizado há muitos anos pela medicina e, portanto, perfeitamente tolerado pelo organismo humano.

O anel de Ferrara é implantado no interior da córnea, em uma camada chamada de estroma, a partir de um procedimento cirúrgico seguro e de alta precisão.

Para realizar a cirurgia, é utilizado um colírio anestésico e, por isso, o procedimento é completamente indolor. A duração da cirurgia é rápida, cerca de 15 minutos, sendo que o paciente permanece acordado durante todo o tempo.

Utilizando o raio laser, o oftalmologista faz uma espécie de túnel na córnea para a implantação do anel, que é posteriormente centralizado. Terminado o implante, é colocada uma lente de contato terapêutica, que auxilia na recuperação da córnea. Essa lente é retirada pelo médico após sete dias da cirurgia.

Por que implantar o Anel de Ferrara?

O anel corneano deve ser indicado quando nem os óculos e nem as lentes de contato conseguem melhorar a visão do paciente, no intuito de reabilitar a visão do paciente. Porém, é importante ressaltar que quase metade dos pacientes que fazem a cirurgia do Anel de Ferrara, ainda necessitarão do uso de óculos ou lentes de contato posteriormente.

Como é a recuperação pós-cirúrgica?
Segundo o Dr. Ricardo Rezende, devem ser utilizados colírios antibióticos e anti-inflamatórios para evitar infecções e aumentar o conforto do paciente no período pós-operatório, visto que é comum a ocorrência de dor, vermelhidão, lacrimejamento e fotofobia. Não é necessário o uso de tampões ou a oclusão dos olhos.

Além disso, no primeiro mês após a cirurgia, é preciso adotar alguns cuidados para reduzir o risco de contaminação, tais como evitar coçar os olhos, tomar banhos de piscina ou mar e a utilização de saunas. É necessário, também, fazer consultas periódicas de revisão com o oftalmologista.

Cerca de três dias depois do procedimento, o paciente já pode retornar normalmente as suas atividades. Entretanto, a recuperação completa da visão é alcançada em torno de três a seis meses.

Há risco de complicações?

Como qualquer outro procedimento cirúrgico, a implantação do anel de Ferrara ou anel corneano está sujeita a infecções e a cicatrizes na córnea. Outra potencial complicação é a extrusão (saída espontânea) do anel do olho, ocorrendo em cerca de 10% dos casos. Entretanto, os riscos são mínimos quando a cirurgia é conduzida de forma adequada e quando são feitos todos os exames pré-operatórios.

Anel de Ferrara

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