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TUDO SOBRE

   
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  - DEFEITOS VISUAIS E SUAS CORREÇÕES
  - Retinoblastoma
  - Olho Seco
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Cirurgia Refrativa

Através do Excimer Laser, um aparelho de última geração, é possível fazer a correção de ametropias de graus leves, moderados e altos, tais como miopia, astigmatismo e hipermetropia.
PRK e Lasik, as duas técnicas utilizadas nesse processo, também corrigem graus residuais de outras cirurgias e removem irregularidades da córnea.

PRK

Existem diversos métodos cirúrgicos para o tratamento do descolamento de retina, mas, independentemente da técnica, o objetivo principal em todas elas é obter um fechamento das rupturas retinianas, levando à reconstrução da área atingida. Uma cicatriz é produzida intencionalmente para facilitar a aderência entre as partes lesionadas.

LASIK

Ao contrário do PRK, o LASIK (Laser-in Keratomileusis) corrige a visão agindo em camadas internas da córnea.
Usado no tratamento de graus de miopia altos e de hipermetropia moderados, é precedido pela aplicação de um colírio anestésico e de um dispositivo especial entre as pálpebras, impedindo que o paciente pisque. Em seguida, uma fina camada da córnea é levantada por um instrumento denominado microcerátomo e o laser é acionado. O paciente deve olhar diretamente para a luz guia enquanto sua córnea é remodelada de forma especificada para a correção de seu problema.
Ao fim do processo, a camada é reposicionada sem necessidade de pontos e a recuperação do paciente se faz rapidamente e com desconforto reduzido.

Por ser executado na parte interior da córnea e devido a pequena área trabalhada, a visão retorna em poucos dias.

Procedimentos e cuidados pós-cirúrgicos

O paciente ideal deve ter mais de 18 anos, possuir córneas saudáveis e não pode ter apresentado um aumento significativo de grau nos últimos 12 meses. Alguns problemas médicos também interferem na realização da cirurgia. Para saber mais, consulte o seu oftalmologista.
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Ambliopia

Ambliopia é um termo oftalmológico para baixa visão que não é corrigida com óculos. Isso quer dizer que a causa desse déficit não está especificamente no olho, mas sim na região cerebral que corresponde à visão e que não foi devidamente estimulada no momento certo (“o olho não aprende a ver”). Também é chamada de “olho preguiçoso” e afeta 1 a 2% da população, sendo a principal causa de baixa visão nas crianças.
É um problema sério e que pode passar desapercebido pela criança ou pelos pais (por isso triagens visuais para as crianças são tão importantes). Se não tratado antes dos 7 ou 8 anos de idade, deixa déficit visual que afetará a criança por toda a vida, impedindo-a de exercer profissões ou atividades que dependam da visão binocular.
 

O que causa a Ambliopia?

As principais são:

• Refracional: um ou ambos os olhos tem a imagem borrada por um erro refracional (grau) não percebido e não tratado, fazendo com que os olhos não desenvolvam sua capacidade de enxergar.
• Ambliopia por privação: qualquer obstáculo à formação de imagem nítida na retina, como a catarata congênita, ptose palpebral, hemangiomas entre outras.
• Estrábica: a criança “usa” apenas um dos olhos (o que está alinhado) e o olho desviado não se desenvolve pois o cérebro precisa suprimir a imagem deste para que a criança não apresente visão dupla.

Existe tratamento?

Sim, e esta é a principal razão de se fazer exames oftalmológicos rotineiros em crianças que aparentemente não apresentam nenhum problema. Se detectado precocemente podemos corrigir e a criança desenvolver visão normal na maioria dos casos.

Como é o tratamento?

Devemos primeiramente corrigir a causa, propiciando imagem retiniana clara, com o uso de óculos, cirurgia de catarata entre outras.
A seguir devemos forçar a criança a usar o olho preguiçoso o que geralmente é feito com o uso de oclusores oculares (tampão) sobre o olho bom.
O estrabismo costuma ser corrigido geralmente após o tratamento da ambliopia.

Existem outras alternativas ao uso de oclusores?

Podemos algumas vezes usar colírios que “embaçam” a visão do olho bom e forçam a criança a usar o amblíope. Podemos fazer isto também com o uso de óculos mas a oclusão continua sendo o melhor tratamento na maioria das vezes.
Medicações orais estão em estudo para se tentar melhorar os resultados dos tratamentos e poderão ser uma alternativa para crianças mais velhas.
 
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Conjuntivite

Conjuntivite é a inflamação da conjuntiva, membrana transparente e fina que reveste a parte da frente do globo ocular e o interior das pálpebras. O branco do olho (esclera) é coberto por uma película fina chamada conjuntiva, que produz muco para cobrir e lubrificar o olho. Normalmente, possui pequenos vasos sangüíneos em seu interior, que podem ser vistos através de uma observação mais rigorosa. Quando a conjuntiva se irrita ou inflama, os vasos sangüíneos que a abastecem alargam-se e tornam-se muito mais proeminentes, causando então a vermelhidão do olho.

Em geral, acomete os dois olhos, pode durar de uma semana a 15 dias e não costuma deixar seqüelas.

Causas

Quando a conjuntivite aparece depois do contato com um agente químico, ela é chamada de conjuntivite irritativa. Já aquele tipo causado por pó ou perfume recebe o nome de alérgica. As duas variações da doença provocam principalmente vermelhidão e coceira, e não são transmitidas por contato. Ela pode ser ainda viral ou bacteriana, em geral mais graves e podendo ser transmitidas por contato. As virais são as que mais freqüentemente são causas de epidemias.

A contaminação do olho com bactérias ou vírus, se dá por transmissão dos mesmos pelas mãos (por manipulação do olho), por toalhas, cosméticos (particularmente maquiagem para os olhos) ou uso prolongado de lentes de contato.

Os irritantes causadores de conjuntivite podem ser a poluição do ar, fumaça (cigarro), sabão, sabonetes, spray, maquiagens, cloro, produtos de limpeza, etc.

Alguns indivíduos apresentam conjuntivite alérgica (sazonal), devido à alergia, principalmente a pólen e perfumes em spray.

Sintomas

Em geral, a conjuntivite se caracteriza por ardência e coceira na região ocular, com sensação de corpo estranho (areia ou de ciscos) nos olhos, bem como um irritante lacrimejar, olhos vermelhos e sensíveis principalmente à claridade, e pálpebras inchadas. No caso da conjuntivite infecciosa, os olhos doem, além de secretarem um insistente líquido amarelado. Este tipo é, sem dúvida, o que mais aflige.

Infecções bacterianas, com estafilococos ou estreptococos, deixam o olho vermelho, associado a um montante considerável de secreção purulenta (pus). Uma consulta imediata a um oftalmologista é aconselhada. Por outro lado, outras infecções bacterianas são crônicas e podem produzir pouca ou mesmo nenhuma supuração, exceto um pequeno endurecimento dos cílios pela manhã.

Alguns vírus produzem a típica irritação dos olhos, dores de garganta e corrimento nasal, devido a um pequeno resfriado. Outros podem infectar apenas os olhos. As conjuntivites virais produzem geralmente duram de uma a duas semanas.

Como Evitar

Para combater uma epidemia é importante que as pessoas com conjuntivite, bem como as que não apresentam a infecção, tenham algumas informações que são úteis para a sua proteção e para evitar o contágio.

Para prevenir a transmissão, enquanto estiver doente, tome as seguintes precauções:

• Lave com freqüência o rosto e as mãos uma vez que estas são veículos importantes para a transmissão de microorganismos.
• Aumente a freqüência de troca de toalhas ou use toalhas de papel para enxugar o rosto e as mãos.
• Não compartilhe toalhas de rosto.
• Troque as fronhas dos travesseiros diariamente enquanto perdurar a crise.
• Lave as mãos antes e depois do uso de colírios ou pomadas e, ao usá-los não encoste o bico do frasco no olho.
• Não use lentes de contato enquanto estiver com conjuntivite, ou se estiver usando colírios ou pomadas.
• Não compartilhe o uso de esponjas, rímel, delineadores ou de qualquer outro produto de beleza.
• Evite coçar os olhos para diminuir a irritação.
• Evite aglomerações ou freqüentar piscinas de academias ou clubes.
• Evite a exposição a agentes irritantes (fumaça) e/ou alérgenos (pólen) que podem causar a conjuntivite.

Para prevenir o contágio, tome as seguintes precauções:

• Não use maquiagem de outras pessoas (e nem empreste as suas).
• Use óculos de mergulho para nadar, ou óculos de proteção se você trabalha com produtos químicos.
• Não use medicamentos (pomadas, colírios) sem prescrição (ou que foram indicados para outra pessoa).
• Evite nadar em piscinas sem cloro ou em lagos.

Todos estes cuidados devem ser verificados por pelo menos 15 dias desde o início dos sintomas nos indivíduos contaminados, já que durante este período as pessoas com conjuntivite podem ainda apresentar contágio, evitando repassá-la para outras pessoas.

Tratamento

Na maioria dos casos de conjuntivite, os sintomas e a doença passam em 10 dias, sem que seja necessário qualquer tipo de tratamento. Medicações (pomadas ou colírios) podem ser recomendadas para acabar com a infecção, aliviar os sintomas da alergia e também diminuir o desconforto. Acima de tudo, não use medicamentos sem orientação médica. Alguns colírios são altamente contra-indicados porque podem provocar sérias complicações e agravar o quadro.

Para a conjuntivite viral não existem medicamentos específicos, sendo assim, cuidados especiais com a higiene ajudam a controlar o contágio e a evolução da doença.

Se você sabe que tem alergia ou intolerância a algum produto químico, mantenha-se longe dele, durante e depois da crise.

Para melhorar os sintomas, lave os olhos e faça compressas com água gelada, que deve ser filtrada e fervida, ou com soro fisiológico.

E lembre-se: ao perceber alguma irritação, vermelhidão ou secreção anormal, procure imediatamente seu oftalmologista. Só ele pode indicar o melhor tratamento.

Sinais de alerta

• Alterações visuais.
• Dor ocular intensa.
• Dor ao movimentar os olhos.
• Febre.
• Não melhorar com a medicação.
• Secreção continua após o término da medicação.
• Aumento da sensibilidade à luz.
 
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Ceratocone

Ceratocone é a alteração da córnea que provoca um afinamento progressivo de sua porção central e conseqüente baixa de acuidade visual. Esta pode ser moderada, severa e até imperceptível em estágio inicial.
O tempo de evolução da doença é variável e inicia-se, geralmente, na adolescência. Afeta homens e mulheres na mesma proporção e na grande maioria dos casos prejudica os dois olhos.

Quais são os sintomas?

O primeiro sintoma é o embasamento da visão, e geralmente desenvolvem-se, também, miopia e astigmatismo. Fotofobia, leve pulsação corneal, lacrimejamento, dor e redução do brilho corneano também caracterizam esta doença.

Como se faz o diagnóstico do ceratocone?

A identificação de um ceratocone é fácil quando este se encontra em estágio moderado ou avançado. Porém, em fases iniciais, o diagnóstico torna-se mais difícil, requerendo uma cuidadosa história clínica, medidas da acuidade visual, refração e modernos exames complementares.

O tratamento

Em estágio inicial, o uso de lentes corretivas pode regular os problemas de visão decorrentes do ceratocone. Porém, com seu agravamento, esse recurso torna-se insuficiente e o transplante de córnea é recomendado.
O tratamento cirúrgico do ceratocone pode ser realizado através de Ceratoplastia penetrante, Ceratoplastia lamelar, Excimer laser e Intacs, modernos procedimentos de remoção e correção da córnea.

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Olho Seco

Olho Seco ou Ceratoconjuntivite Sicca é uma alteração da superfície ocular que causa ardor, queimação e sensação de corpo estranho. Este quadro pode levar a um processo de lacrimejamento mais intenso que se baseia em alterações de hormônios, evaporação e lubrificação, metaplasia celular e infecções associadas.

O olho seco pode estar associado a doenças que causam conjuntivite cicatricial grave, como o eritema multiforme, tracoma e penfigóide cicatrizante. Também pode aparecer em decorrência de doenças sistêmicas como a esclerodermia, leucemia, linfoma e em condições de alacrimia congênita, aplasia de glândula lacrimal, disautonomia familiar, síndrome de Riley-Day, entre outras

Quais os sintomas?

Em casos moderados, são habituais a sensação de corpo estranho, prurido, queimação e hiperemia conjuntival moderada. Os sintomas pioram à tarde ou à noite e são intensificados pelo vento, fumaça e leitura prolongada.
Quando se trata de um caso mais severo, ocorre turvação da visão, dor, fotofobia e incapacidade de produção lacrimal.

O tratamento

Na maioria dos casos, os sintomas podem ser controlados pela utilização de lágrimas artificiais e pomadas oftálmicas. Em outros, é indicada a aplicação de dispositivos liberadores de lágrimas artificiais no fundo do saco conjuntival.
Já nos mais severos, além dos agentes já citados anteriormente, pode-se utilizar a oclusão dos pontos lacrimais. Esse procedimento pode ser realizado por cauterização, laser, suturas, plugs e recobrimento do ponto lacrimal com conjuntiva do mesmo olho.

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Retinoblastoma

É o câncer originário das células embrionárias da retina (porção posterior do olho responsável pela transformação dos estímulos luminosos em estímulos nervosos que vão para o cérebro). Afeta uma em cada 15.000 a 30.000 crianças nascidas nos EUA. Parece ser mais comum nos países em desenvolvimento. É o tumor ocular mais comum das crianças, que podem ser de todas as raças, e de ambos os sexos.

É uma doença de etiologia genética decorrente da mutação de um gene localizado no braço longo do cromossomo 13. Pode ter caráter hereditário, o que ocorre em 10% dos casos; esses casos têm transmissão pelo modelo autossômico dominante. Os 90% restantes têm apresentação não hereditária.

O retinoblastoma pode ser congênito ou aparecer durante os 3 primeiros anos de vida principalmente. Pode ser uni ou bilateral. A maioria dos casos (75%) é unilateral.

Pode se apresentar de diversas maneiras. A maioria dos pacientes apresenta um reflexo branco na pupila (leucocoria), ao invés da pupila preta normal ou, então, em substituição ao reflexo vermelho, também normal, que aparece em fotografias, quando se está olhando diretamente para a câmara fotográfica. O reflexo branco anormal na pupila é, às vezes, referido como o “reflexo do olho do gato”.

O estrabismo (ou desvio ocular) é a segunda maneira mais comum de apresentação do retinoblastoma.

Pode apresentar-se também através de outros sinais como: olho vermelho, dolorido, baixa visual, inflamação de tecidos perioculares, pupila aumentada ou dilatada e mudança de cor da íris (heterocromia). Pode vir associado a outras anomalias como o retardo no desenvolvimento, malformação das orelhas, polidactilia e retardo mental.
O diagnóstico é feito pelo exame do fundo do olho com oftalmoscopia indireta (mapeamento de retina). Algumas vezes precisamos fazer o exame com a criança sedada. Ultrassonografia ocular pode ser usada para confirmar a presença de retinoblastoma e permite medir o tamanho do(s) tumor(es). Tomografia computadorizada e ressonância magnética também são importantes para se determinar extensão para órbita, nervo óptico e cérebro.

Um oncologista pediatra é importante para investigar presença de metástases e definições de condutas terapêuticas, juntamente com o oftalmologista.
O tratamento é individualizado para cada paciente. Ele depende do tamanho do tumor, da idade da criança, do envolvimento de um ou de ambos os olhos e da presença de metástases. Os objetivos do tratamento, por ordem decrescente de importância, são: salvar a vida, manter o olho e a visão e preservar a aparência estética.

Tumores pequenos, em geral são tratados por laser ou crioterapia. Tumores médios são tratados por quimioterapia, braquiterapia ou radiação por feixes externos e laser. Tumores grandes, geralmente só podem ser tratados pela remoção do globo ocular (enucleação). Quando há invasão do sistema nervoso central ou metástases à distância usa-se quimioterapia e radioterapia no tratamento. Os resultados são tanto melhores quando menos avançado é o estádio da doença.

IMPORTANTE:

• Única forma de realmente se fazer o diagnóstico precoce do retinoblastoma é a realização de fundoscopia sob midríase (dilatação pupilar) em crianças sem sinais ou sintomas. Assim poderíamos tratar a maioria dos casos conservadoramente, evitando o grande número de enucleações. Pelo menos com 1 ano de vida e a seguir anualmente, toda criança deveria ter seus olhos examinados, com dilatação pupilar e exame de seu fundo de olho por oftalmologista familiarizado com a realização de exames de retina de crianças.

•Toda criança sob suspeita de retinoblastoma deve ser examinada o mais rápido possível. Crianças com pais ou familiares que apresentaram a doença devem ser examinadas no berçário e manter um programa de segmento rígido.

•A enucleação é a forma mais comum de tratamento do retinoblastoma, principalmente devido ao diagnóstico tardio e dificuldade para se chegar a centros especializados. Sempre que os pais notarem alguma alteração no reflexo do olho da criança esta deve ser examinada o mais rápido possível.

•O exame oftalmológico de crianças sempre deve ser feito com oftalmoscópio indireto e pupila dilatada para se identificar doenças retinianas precocemente.

•NÃO considerar casos de ESTRABISMO constante como normais após os 2 meses de vida. Devem todos ser examinados pois podem ser manifestações de diversas doenças oculares como catarata, glaucoma e retinoblastoma.

A SEGUIR ALGUMAS IMAGENS DE OLHOS COM RETINOBLASTOMA:

Foto 1: Criança com leucocoria (reflexo pupilar branco) em olho direito secundário a presença de retinoblastoma.
Foto 2: grande retinoblastoma acometendo a porção posterior do olho.

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Catarata na Infância

   A catarata é uma opacificação do cristalino, lente natural transparente que possuímos dentro do olho com a função de focalizar os objetos. Apesar de freqüentemente acometer idosos, segundo relatórios da OMS, a catarata é uma das principais causas de cegueira infantil tratável e passível de prevenção.

   A catarata leva a uma baixa visual do olho acometido que geralmente só pode ser melhorada com realização de cirurgia. Quando acomete crianças assume maior gravidade pois, se não tratada rapidamente, a baixa visual pode se tornar irreversível pelo desenvolvimento de ambliopia, que é uma falha no desenvolvimento da capacidade de enxergar (ver material informativo próprio sobre ambliopia).

   Está dividida em dois grupos: catarata congênita (infantil), presente no nascimento ou que aparece imediatamente após; e catarata adquirida, que ocorre mais tarde, e está normalmente relacionada a alguma causa específica como traumas ou doenças sistêmicas. Ambos os tipos podem ser unilaterais ou bilaterais, parciais ou completas (totais).

   Muitas cataratas congênitas são de causa desconhecida; algumas são geneticamente herdadas (principalmente autossômicas dominantes); outras são secundárias às doenças infecciosas intra-uterinas (rubéola, toxoplasmose, citomegalovírus e sífilis) ou metabólicas, ou ainda associadas à variadas síndromes. Uma pesquisa da causa é adequada, embora, em muitos casos, nenhuma possa ser identificada. As cataratas adquiridas surgem muito comumente do trauma, contusão ou penetrante. Outras causas incluem a uveíte (inflamação intra-ocular), infecções oculares adquiridas, diabetes e drogas (principalmente corticosteróides tópicos ou sistêmicos).
   O principal sinal decorrente da catarata congênita é a leucocoria (reflexo pupilar branco). Outros sinais são: estrabismo, nistagmo (situação em que o olho apresenta movimentos não coordenados em diversas direções) e microftalmia (olho de tamanho menor que o normal).
   O tratamento deve ser o mais precoce possível e depende do tipo da catarata, sua localização, intensidade, grau de comprometimento visual, idade da criança e presença de outras alterações oculares associadas.
Algumas vezes o tratamento clínico (midriáticos, óculos, oclusão) pode ser indicado em cataratas parciais, mas o tratamento é basicamente cirúrgico. A retirada da catarata pode ser realizada por várias técnicas (facectomia extracapsular, lensectomia via pars-plana, facoemulsificação), com implante ou não de lente intra-ocular. A técnica utilizada depende das características da catarata e de diversos fatores como a idade do paciente, presença da catarata em um ou ambos os olhos, mal formações associadas e até pela preferência do cirurgião.
   O acompanhamento pós-operatório é fundamental para o desenvolvimento visual pois podem surgir diversas complicações que devem ser tratadas prontamente, inclusive com novas intervenções cirúrgicas. As principais complicações são inflamações intra-oculares, glaucoma e opacidades secundárias no eixo visual
Uso de óculos, lentes de contato e oclusores além da correta estimulação são também fundamentais para o desenvolvimento visual da criança. Sem estas medidas e total comprometimento dos pais, mesmo uma cirurgia tecnicamente perfeita pode levar a uma criança com visão muito baixa no olho operado

IMPORTANTE:

• A principal forma de se diagnosticar a catarata infantil em tempo hábil para um tratamento adequado é
é o teste do reflexo vermelho (“TESTE DO OLHINHO”) nas primeiras 24 horas de vida, ou seja, antes da alta da maternidade (deverá ser repetido nas consultas de rotina do bebê no primeiro ano de vida). O exame deve serrealizado pelo pediatra/neonatologista, em sala escura, utilizando-se um oftalmoscópio direto a uma distância de 20 cm a um metro do olho da criança. Um reflexo vermelho semelhante ao observado em fotografias com flash é observado em olhos sem alteração de transparência(cristalino ou outras estruturas intra-oculares.
A ausência do reflexo indica opacidade e o paciente deve ser encaminhado com urgência para investigação detalhada com oftalmologista.
• Os melhores resultados de cirurgias para cataratas congênitas são observados quanto são realizadas nas primeiras 12 semanas de vida.
• Crianças em uso de corticosteróides, principalmente por tempo prolongado, devem ser avaliadas por oftalmologistas para investigação de cataratas e glaucomas que podem se desenvolver.
• Prevenção das doenças infecciosas congênitas, principalmente rubéola e toxoplasmose, podem diminuir significativamente o número de crianças acometidas pela catarata infantil.

Foto 1: Fotografia de criança demonstrando reflexo vermelho normal em ambos os olhos, mostrando ausência de catarata.

Foto 2: Fotografia de discreta catarata polar anterior (seta). Esta catarata não precisa ser operada neste estágio pois não compromete visão mas precisa ser acompanhada pois tem tendência a aumentar de tamanho.

Foto 3: Catarata obstruindo totalmente a visão de olho esquerdo. Se não operada rapidamente poderá levar a baixa visual irreversível.

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Descolamento de Retina

   A retina é uma membrana delicada que reveste a parte posterior do olho, sendo responsável pela captação e envio de imagens ao cérebro. É mantida em seu local por um mecanismo próprio de adesão, auxiliado pelo corpo vítreo. Em alguns casos, a contração do vítreo, que é característica do processo de envelhecimento, pode tracionar a retina. Essa tração pode causar uma ruptura retiniana e seu conseqüente descolamento. Nesta fase o paciente pode notar “moscas volantes” ou flashes luminosos. Além do envelhecimento, a alta miopia, os fatores genéticos, o trauma ocular, as cirurgias intra-oculares e a prematuridade, são algumas das condições que predispõem ao descolamento de retina. Quando o descolamento de retina já está presente, o paciente observa uma “sombra” no campo de visão.

O tratamento do Descolamento de Retina

   Existem diversos métodos cirúrgicos para o tratamento do descolamento de retina, mas, independentemente da técnica, o objetivo principal é obter um fechamento das rupturas retinianas, levando à reconstrução da área atingida.
   Uma cicatriz é produzida intencionalmente para facilitar a aderência entre as partes lesionadas.

A cirurgia

   O tratamento cirúrgico se inicia com um completo exame oftalmológico que se segue por uma seqüência de procedimentos pós-operatórios. A internação se dá, normalmente, no dia da operação e exceto em casos especiais, o paciente não deve se alimentar e nem tomar água no mesmo dia. Geralmente, a cirurgia é feita com anestesia local e no fim do processo, o paciente retorna ao seu quarto com um curativo sobre o olho operado

Procedimentos e cuidados pós-cirúrgicos

   O paciente geralmente recebe alta no mesmo dia ou no dia seguinte. Dores moderadas são habituais e a visão no olho operado retorna lentamente, dias ou semanas após a cirurgia.
   Caso seja necessário o uso de gás ou óleo de silicone intra-ocular, o paciente apresentará comprometimento da visão, durante o período em que os mesmos permanecerem dentro do olho. Quando o gás é utilizado, viagens aéreas não são recomendadas por um período de dez a vinte dias. O uso da medicação prescrita deve ser mantido de acordo com as indicações médicas. Recomendações referentes a posições, atividades físicas e consultas de retorno também podem ser dadas pelo profissional.

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Vitrectomia

   Vitrectomia é o nome que se dá à técnica de cirurgia do corpo vítreo, o fluido gelatinoso que preenche o interior do globo ocular. Ela é indicada no tratamento de diversas patologias oculares, tais como: buraco de mácula, membrana epiretiniana, membrana sub-retiniana, descolamento de retina, retinopatia diabética, tromboses venosas e retinopatia da prematuridade. A vitrectomia pode ainda ser indicada em casos de complicações das cirurgias intra-oculares como as de catarata,inflamações e infecções intra-oculares, complicações do trauma ocular, descolamento de coróide seroso ou hemorrágico, reposicionamento da lente intra-ocular para o vítreo e edema macular cistóide. Existem ainda outras indicações menos freqüentes

A CIRURGIA

   A cirurgia de vitrectomia é precedida de exames oftalmológicos e seguida por uma seqüência de procedimentos per-operatórios. A internação se dá, normalmente, no dia da operação e exceto em casos especiais, o paciente não deve se alimentar e nem tomar água no mesmo dia. Na maioria das vezes, a cirurgia é realizada com a aplicação de anestesia local, sempre em ambientes adequadamente compostos por equipamentos sofisticados. A operação é feita através de três ou quatro micro incisões que permitem a utilização de minúsculos instrumentos como pinças, tesouras, pontas de laser e sondas. Em casos específicos, utiliza-se instrumentos de micro-calibre que dispensam os pontos no final da cirurgia.

 

VITRECTOMIA NA RETINOPATIA DIABÉTICA
 

Procedimentos e cuidados pós-cirúrgicos

 

   Terminado o ato cirúrgico, o paciente retorna ao quarto com um curativo sobre o olho operado e geralmente recebe alta no mesmo dia ou no dia seguinte. Dores moderadas são habituais e a recuperação visual, parcial ou total, no olho operado ocorre lentamente, dias ou semanas após a cirurgia.

   Caso seja necessário o uso de gás ou óleo de silicone intra-ocular, o paciente apresentará comprometimento da visão, durante o período em que os mesmos permanecerem dentro do olho. Quando o gás é utilizado, viagens aéreas não são recomendadas por um período de dez a vinte dias. O uso da medicação prescrita deve ser mantido de acordo com as indicações médicas. Recomendações referentes a posições, atividades físicas, restrições, possíveis anormalidades e consultas de retorno, serão fornecidos pela equipe do CBCO, que estará à disposição permanente durante o período pós-operatório. A técnica da vitrectomia trouxe, nos últimos anos, grande benefício a inúmeros indivíduos com alterações da retina e do vítreo. O emprego adequado dos avanços tecnológicos que aprimoram a técnica cirúrgica, rápida e constantemente, pode significar melhora ou estabilização de um grande número de doenças

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O OLHO HUMANO

PÁLPEBRAS

   As pálpebras são as partes móveis que servem para proteger os olhos. A pele das pálpebras é a mais fina do corpo, é de grande elasticidade, pois exige-se muito delas nos movimentos de abertura e fechamento dos olhos. Além do mais elas tem a função de lubrificar os olhos. 

ESCLERA

   É a estrutura branca dos olhos e funciona como um "esqueleto", contendo, protegendo e dando forma ao globo ocular. É contínua à córnea e ao revestimento do nervo óptico.

  

CÓRNEA

   A córnea é a lente natural mais importante do olho, que, assim como a lente de uma câmera fotográfica, refrata os raios de luz que entram nos olhos, participando da focalização das imagens na retina. Ela é um tecido totalmente transparente, que, semelhante ao vidro de um relógio, protege a estrutura interna, sem ser facilmente visto.

RETINA

   A retina é uma fina camada de tecido nervoso que reveste a face interna e posterior do globo ocular. É destinada a receber os raios de luz, formando as imagens e transferi-las para o cérebro. Quando não há erros de refração, as imagens recebidas estarão perfeitamente em foco.

MÚSCULOS EXTRA-OCULARES

   Seis músculos extra-oculares controlam os movimentos de cada olho: quatro músculos retos e dois oblíquos. Eles mantém o alinhamento dos olhos, possibilitando a formação da imagem em locais determinados da retina. O desalinhamento dos olhos é chamado de estrabismo e denota uma disfunção destes músculos.

NERVO ÓPTICO

   O nervo óptico é um prolongamento das células nervosas da retina, responsável pela condução das imagens formadas no olho até o sistema nervoso (cérebro), onde as imagens serão decodificadas e interpretadas. Ele pode ser comparado ao fio de um telefone  que conecta o aparelho à uma central telefônica.

ÍRIS

   A íris é a parte colorida dos olhos. É uma superfície relativamente plana, com uma abertura circular no centro, a pupila, cuja função é regular a quantidade de luz que entra nos olhos, através de movimentos de dilatação e contração, da mesma forma que o diafragma de uma máquina fotográfica.

CRISTALINO

    É a lente  interna dos olhos. É uma estrutura biconvexa, transparente, de cerca de 4mm de espessura e 9mm de diâmetro, suspenso atrás da íris. Sua função, assim como a da córnea, é de focalizar as imagens na retina.

VÍTREO

   O vítreo é um corpo gelatinoso, transparente e avascular, que perfaz dois terços do volume e do peso do olho. Ele preenche grande parte do espaço interno do olho. O vítreo é composto por água (cerca de 99%), colágeno e ácido hialurônico, que lhe conferem sua consistência gelatinosa.

MÁCULA

   Utilizando a imagem de uma antena parabólica para representar o fundo do olho ressalta-se que o centro corresponde à mácula e não ao nervo óptico. O nervo óptico não capta as imagens com a máxima precisão de detalhes. É o centro óptico do olho, onde são focalizadas as imagens. O centro da mácula é a fóvea, região da retina especializada em ver detalhes com nitidez. Por isto mesmo, concentra apenas os cones, sem apresentar sequer uma rede capilar, recebendo nutrição das células vizinhas. Cada cone situado nesta região se liga a uma fibra que faz ligação direta com o nervo óptico transportando seu estímulo quase que individualmente.

   Neste ponto central da retina faltam algumas de suas camadas mais internas, deixando-a mais fina, com uma pequena concavidade, marcada por uma coloração mais escura. Esta região se compõe exclusivamente de cones e, na medida em que se afasta da fóvea, a retina vai refazendo a sua estrutura, naturalmente mais espessa.

   A mácula tem o tamanho aproximado do nervo óptico (cerca de 1mm de diâmetro).

   A própria anatomia predispõe esta região da retina para nitidez de detalhes, forma de imagens paradas, estáticas, porque cada detalhe pode ser transmitido por uma fibra nervosa, pouco associado a outras imagens.

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CATARATA

   O QUE É CATARATA?

   A catarata é um processo de envelhecimento do cristalino, lente natural do olho, normalmente incolor, fina e transparente.

   EM QUE CONSISTE O TRATAMENTO DA CATARATA?

   Existem dezenas de técnicas para a cirurgia da catarata, que se agrupam em dois grandes grupos; EXTRAÇÃO EXTRACAPSULAR e FACOEMULSIFICAÇÃO, ambos com implante intra-ocular de lente.

   O cristalino está contido em uma cápsula fina e clara. No primeiro grupo de procedimentos, o cirurgião faz uma incisão na córnea, para remover a parcela anterior da cápsula, retira o cristalino e o substitui pela lente.

 

   LASER NO TRATAMENTO POSTERIOR À CIRURGIA

   Ao ser retirado o cristalino opacificado (catarata), a parte restante da cápsula, utilizada como suporte para a lente, é preparada a fim de que a luz possa atravessá-la livremente, para atingir a retina. Com o tempo, entretanto, cerca de 20% dos pacientes, cirurgiados no prazo de dois anos, apresentam opacificação da parte central da referida cápsula, em um processo natural de regeneração das células, prejudicando a visão. Não se trata de nova catarata e um procedimento a Laser (capsulotomia) pode devolver a limpidez do eixo visual, sem necessidade de nova incisão cirúrgica.

   O PACIENTE E A CIRURGIA DE CATARATA

   O paciente e seu médico decidem, juntos, pela remoção da catarata. Todas as informações sobre o seu caso são informatizadas e aquelas que se referem à técnica cirúrgica escolhida e o tipo de lente a ser implantado são repassadas para o Serviço de Relações Públicas, no andar térreo do CBCO, afim de permitir o planejamento da cirurgia e seu orçamento. Ali o paciente pode marcar dia e a hora, conforme sua conveniência, preparando-se para a cirurgia de acordo com as recomendações adequadas.

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ESTRABISMO

   O QUE É ESTRABISMO?

   Estrabismo é um defeito visual no qual os olhos estão desalinhados e apontam para direções diferentes. Um olho pode estar direcionado em linha reta, enquanto que o outro olho está desviado para dentro, para fora, para cima ou para baixo. O olho desviado pode se endireitar ocasionalmente.

   O estrabismo é uma condição comum entre crianças, que afeta cerca de 4% da população, mas que também pode ocorrer mais tarde durante a vida. Ele acontece igualmente em pessoas do sexo masculino e feminino. 

   O TRATAMENTO PRECOCE

   Nas Instituições para cegos e Clínicas de Visão Subnormal as estatísticas são definitivas, em demonstrar que: 70% de seus pacientes não seriam cegos, se tivessem sido tratados precocemente . Essa alarmante e desastrosa estatística se reveste de grande importância social, quando consideramos que estes cegos poderiam ser pessoas com visão normal se houvessem sido examinados no início de suas vidas.

   Antigamente se acreditava que a criança não havia desenvolvido totalmente sua visão até aos 6 anos de idade, logo se concluía que a idade escolar seria a melhor época para o primeiro exame oftalmológico. Com o aperfeiçoamento de técnicas psicofísicas que independem da colaboração do paciente obteve-se a informação que mudou o conceito de exame oftalmológico em criança. Hoje se sabe que muitas crianças apresentam aos 6 meses de idade um sistema visual "adulto"(com visão igual à do adulto). Se a visão evolui tão rapidamente (0-6 meses) é fácil percebermos a importância do tratamento , o mais precoce possível, qualquer que seja a anormalidade do Sistema Visual.

   O diagnóstico precoce da deficiência visual é essencial, porque no 1° ano de vida é que as funções visuais básicas se estabelecem ativando as funções visuais cerebrais.

   Se as células do Sistema Visual do bebê não forem adequadamente estimuladas por sinais recebidos pelos olhos, algumas destas células podem se deteriorar para sempre impedindo o desenvolvimento normal da visão.

   Toda perda da visão altera consideravelmente o processo normal de vida do indivíduo, por isso há necessidade de muito apoio psicológico e muita motivação que irá construir a mola propulsora da eficiência e sucesso no treinamento da visão residual, através de um programa de estimulação visual precoce.

   A IMPORTÂNCIA DO EXAME

   É fundamental o exame oftalmológico precoce. Através dele podemos detectar alterações e patologias oculares que no futuro podem trazer conseqüências irreversíveis.

   O estrabismo de grande ângulo é percebido pelos familiares, mas o estrabismo de pequeno ângulo é impossível de ser percebido sem exame especializado.

   Pode apresentar danos definitivos para a visão do bebê se não for detectado precocemente.

   TRATAMENTO

   Os objetivos do tratamento para o estrabismo são de preservar a visão, e tornar paralelos os olhos. Dependendo da causa do estrabismo o tratamento pode envolver o reposicionamento dos músculos do "olho", a remoção de uma catarata ou a correção de outros aspectos que fazem com que o olho desvie.

   Após um exame de vista completo, incluindo um estudo detalhado das partes internas do olho, um oftalmologista pode recomendar uma terapia óptica, clínica ou cirúrgica adequada.

   ESTIMULAÇÃO PRECOCE

   A estimulação precoce consiste em dar estímulo, encorajar o desenvolvimento infantil dentro das possibilidades físicas e neurológicas da criança.

   A estimulação precoce da criança visualmente incapacitada visa o seu desenvolvimento num todo, ou seja, ela abrange a área tanto do desenvolvimento orgânico como psíquico e intelectual.

   Aqui há uma preocupação em encorajar a criança a explorar todas as suas potencialidades sensoriais, ou seja , suas habilidades táteis, olfativas, auditivas, gustativas, suas potencialidades físicas, desenvolvendo desta forma seu controle motor fino e grosso.

   A importância da Estimulação Precoce para deficientes visuais na infância se baseia na teoria de que a criança quando nasce possui certos conhecimentos instintivos necessários as sua sobrevivência, e os seus sentidos serão, a partir do momento de seu nascimento os meios pelos quais ela vai adquirir novos conhecimentos necessários a sua adaptação ao mundo que a rodeia e os sentidos são os pontos permanentes de contato com o ambiente, ou seja, a criança explora o mundo através dos seus sentidos e da experiência e desta forma fixa na mente o que absorve do ambiente.

   VISÃO SUBNORMAL

   A proposta educacional para o atendimento a nível reabilitativo da pessoa portadora de visão subnormal, consiste na estimulação das áreas aproveitáveis da retina fundamentada no diagnóstico e prognóstico oftalmológico que determinou a perda e ou a progressão da agudeza visual.

   Há pontos de elevada importância no início de um trabalho de estimulação visual a serem considerados. São eles:

  A idade em que a perda visual ocorreu.

  O que determinou a perda da agudeza visual.

  O interesse da pessoa para reeducar a visão.

  O estado emocional da pessoa que ingressar no processo de reeducação visual.

   Toda perda aguda da visão altera consideravelmente o processo normal de vida do indivíduo, por isso há necessidade de muito apoio psicológico e muita motivação que irá constituir a mola propulsora da eficiência e sucesso no treinamento da visão residual.

   Outro ponto importante a ser considerado é a avaliação. Em todo e qualquer trabalho que se pretende realizar a nível de Educação e Reabilitação os aspectos avaliativos desempenham um papel de grande importância, pois fornecerá os subsídios básicos necessários para o início e prosseguimento do atendimento.

   Os processos avaliativos devem acontecer não só na fase diagnostica e terminal do trabalho, mas durante todo o processo.

   Motivar é a palavra chave do nosso trabalho, partimos do ponto de que "até a pessoa que tem apenas percepção de luz deve usar a visão residual mesmo que seja para sua locomoção independente". Contando com a ajuda de vários avanços relacionados a visão Subnormal , como a Tele-lupa, Teste de Teller, Max-lupe, treinamento para visão subnormal e orientação pedagógica.

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CIRURGIA OCULAR POR LASER

   O QUE É UM LASER E COMO FUNCIONA?

   A cirurgia oftalmológica por laser é uma das grandes conquistas da medicina nas últimas décadas. O laser pode ser usado em várias partes do olho e tem sido muito útil em tratar diferentes tipos de doenças oculares.

   O termo laser é um abreviatura para "Light Amplification by Stimulated Emission of Radiation", que em português entende-se como "Amplificação da Luz por Emissão Estimulada de Radiação". Na maioria dos lasers oftalmológicos, mais comumente usados, uma forte corrente elétrica é passada através de um tubo contendo gases (argônio ou kriptônio) ou através de materiais sólidos (neodymium-YAG). Desta forma, uma energia é produzida e o aparelho emite um feixe de luz uniforme (laser) o qual, quando focado através de um microscópio, produz uma coagulação por calor ou um corte por micro explosões em tecidos oculares focalizados.

   Diversos tipos de lasers oftalmológicos são usados para tratar diferentes problemas oculares.

   A denominação destes lasers está, normalmente, relacionado com o material que o produz. Por exemplo, o laser que usa o gás argônio é denominado laser de argônio e pode ser o preferido para tratar uma doença ocular, enquanto o laser que usa o material Diodo e emite um feixe de luz infravermelho, pode ser o preferido em tratar outra desordem ou doença ocular. Existem ainda outros lasers como neodymium-YAG que causam micro explosões para provocar cortes nos tecidos oculares.

QUAIS AS VANTAGENS EM USAR OS LASERS OFTALMOLÓGICOS

   Os lasers oftalmológicos, com seus sofisticados sistemas microscópicos, fornecem precisão e controle, não disponíveis em qualquer outra técnica cirúrgica. Esta precisão, segurança, conveniência e custo reduzido permitem que muitos pacientes sejam tratados, com sucesso, em uma variedade crescente de doenças oculares, sem qualquer risco de infecção, sem dor e sem internação. O laser é realizado no próprio consultório do seu médico retinólogo (médico especialista em doenças da retina), após a instilação de colírio anestésico.

   QUAIS AS DOENÇAS QUE PODEM SER TRATADAS COM O LASER? 

   1. DOENÇAS DA RETINA:

   Roturas retinianas ou buracos, que podem levar ao descolamento de retina, podem ser tratados com a coagulação pelo laser. Geralmente, os sintomas de descolamento de retina incluem o aparecimento súbito de flashes de luz ou moscas volantes no olho. A acuidade visual pode ou não estar diminuída. Entretanto, nem todas as roturas retinianas podem ser tratadas pelo laser, uma vez que após o descolamento de retina faz-se necessária uma intervenção cirúrgica

   A Retinopatia diabética é uma das principais causas de cegueira em todo o mundo. Pode ser do tipo retinopatia proliferativa, que se caracteriza pelo crescimento de novos vasos sanguíneos (neovasos) na superfície da retina, podendo causar hemorragia e descolamento de retina. Uma segunda forma é a retinopatia "background" ou edematosa, que se caracteriza pelo extravasamento de pequena quantidade de sangue ou material do plasma (gordura) dos vasos sanguíneos retinianos para dentro da retina, provocando a diminuição da visão.

   A diminuição da visão não se manifesta, necessariamente, nos estágios iniciais da doença, razão por que são importantes os exames oftalmológicos regulares, principalmente quando se trata de pacientes portadores de diabetes por longos anos. O laser é empregado, atualmente, com sucesso, na prevenção da perda visual severa do diabetes e os melhores resultados são obtidos quando o tratamento é realizado precocemente.

   A degeneração macular relacionada com a idade nunca leva à cegueira total, mas pode afetar severamente a visão central ou de leitura. Em certos casos, ela pode ser tratada com o laser argônio Diodo, ou o laser neodymium-YAG com onda contínua. Infelizmente, a maioria dos pacientes com degeneração macular pouco se beneficia do tratamento com laser oftalmológico, devido à procura tardia da opinião do oftalmologista, quando já se instalou a deterioração da retina central. Os pacientes devem ser avaliados precocemente por técnicas fotográficas especializadas (angiofluoresceinografia ou videoangiografia com indocianina verde) para determinar a presença e a localização dos vasos sangüíneos anormais (neovasos). O tratamento pelos lasers oftalmológicos tenta destruir estes vasos anormais e assim prevenir hemorragia ou cicatrização que, sem dúvida nenhuma, levarão ao deterioro da visão central.

   Existem outras doenças retinianas que também podem ser tratadas com sucesso usando os lasers, tais como a retinopatia serosa central, a doença de Eales, anemias, tromboses vasculares, alguns tumores do olho e várias outras.

   2. GLAUCOMA:

   O glaucoma é uma condição em que a elevação da pressão interna do olho pode danificar o nervo óptico, levando a eventual perda da visão. A cirurgia por laser oftalmológico é hoje freqüentemente usada para controlar a pressão dentro do olho, nos casos em que o tratamento medicamentoso não tenha sido suficiente para reduzi-la. Existem dois tipos mais comuns de glaucoma:

   Glaucoma de ângulo aberto, mais comum, em que o diagnóstico precoce só é possível através de minucioso exame feito por oftalmologista. Nos casos de resposta insatisfatória ao tratamento medicamentoso, a intervenção com laser oftalmológico permite a drenagem do humor aquoso, reduzindo a pressão ocular e prevenindo qualquer dano visual.

  Glaucoma de ângulo fechado: geralmente acompanhada de dor, olho vermelho, visão de arco-íris, visão borrada, e ocasionalmente vômitos e náuseas. O laser é usado para criar uma pequena abertura na íris do olho e assim permitir a circulação do fluido e reduzir a pressão.

   3. MEMBRANAS DO OLHO:

   A formação de membranas no olho pode diminuir ou escurecer a visão, após certas cirurgias do olho, principalmente a extração da catarata com implante da lente intra-ocular, ou como resultado de alguma doença. O neodymium-YAG laser, que causa micro explosões, é geralmente usado para abrir aquelas membranas. Ao contrário da crença popular, não é usado para remover a catarata mas, após a cirurgia de catarata, é utilizado para fazer uma abertura nesta membrana, para permitir a entrada de mais luz, com melhora na visão.

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CIRURGIA REFRATIVA

   OPÇÕES E BENEFÍCIOS

   Desde 1898 a Cirurgia Refrativa vem se desenvolvendo, apurando e aperfeiçoando técnicas de procedimento cirúrgico oftalmológico e hoje apresenta soluções para quase todos os defeitos de refração.

   Uma avaliação inicial, baseada em exames específicos da córnea, realizados por computador e analisados em parâmetros rigorosos, orienta, seguramente, sobre a técnica ou combinação de técnicas aplicáveis a cada caso. Mencionam-se:

  Topografia Corneana

  Paquimetria Ultra-sônica

  Análise Especular do Endotélio Corneano

  Biomicroscopia Ultra-sônica da Córnea.

Topógrafo de Córnea

   A VISÃO  

   A visão nítida é resultado da focalização do feixe de luz na retina, após sua passagem através dos meios transparentes do olho (córnea, aquoso, cristalino e vítreo) transformando-se em impulso nervoso que é então transmitido ao cérebro.

   Quando a imagem não é focalizada sobre a retina a visão não é nítida, estabelecendo-se assim os diferentes erros de refração:

   A visão nítida é resultado da focalização do feixe de luz na retina, após sua passagem através dos meios transparentes do olho (córnea, aquoso, cristalino e vítreo) transformando-se em impulso nervoso que é então transmitido ao cérebro.

   Quando a imagem não é focalizada sobre a retina a visão não é nítida, estabelecendo-se assim os diferentes erros de refração:

  Miopia - dificuldade para enxergar de longe.

  Hipermetropia - dificuldade para enxergar de perto.

  Astigmatismo - dificuldade para enxergar de longe ou de perto, conforme se associe à miopia, à hipermetropia ou a ambas as dificuldades

  Presbiopia (vista cansada) - dificuldade para enxergar perto, devida a idade.

Microscopia Especular

   A CIRURGIA

   "EXCIMER LASER"

   TECNOLOGIA QUE TORNA A CIRURGIA REFRATIVA MAIS PRECISA E SEGURA

   As técnicas cirúrgicas contam hoje com o moderno SCANNING EXCIMER LASER, um aparelho que, ao emitir um feixe de raios ultravioletas, concentrados num determinado ponto, possibilita a "remodelação" precisa e segura da córnea de acordo com o defeito que é necessário corrigir.

Scanning Excimer Laser

   Estas cirurgias são realizadas com anestesia tópica (através de colírio), demorando de dez segundos a três minutos, dependendo da técnica utilizada, não necessitando de curativo oclusivo.

   A cirurgia refrativa não impossibilita o uso das lentes de contato ou qualquer procedimento cirúrgico ocular posterior.

   O paciente pode levar a sua vida normal, tanto nas atividades profissionais como na prática de esportes, após 30 dias.

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DEGENERAÇÃO MACULAR RELACIONADA COM A IDADE

   O QUE É ?

   Quando o olho olha para frente, a mácula é o ponto da retina sobre o qual os raios de luz se encontram, após serem focados pela córnea e pela lente (cristalino) do olho. Como em filme de uma câmera, a retina recebe as imagens que passam através da lente (cristalino) do olho, que funciona como uma "pseudo-câmera". Se a mácula estiver lesada a parte central das imagens é bloqueada, como se uma área manchada tivesse sido colocada no centro da gravura. As imagens ao redor da área manchada podem ser claramente visíveis.

   Degeneração é o dano ou falência da mácula. O olho ainda vê objetos nos lados, desde que a visão lateral, ou "visão periférica" não esteja afetada. Por esta razão, degeneração macular, por si só, não resulta em cegueira total.

   A retina é a camada de tecido delicado que reveste a parede interna da parte posterior do olho. A mácula é uma área muito pequena no centro da retina. Em tamanho, a mácula corresponde a uma letra "O" maiúscula datilografada neste texto. Esta pequena área é responsável pela visão central, "o olhar para frente" usado para leitura e para outras tarefas refinadas. Embora a maioria das degenerações maculares geralmente ocorra em pessoas idosas, o envelhecimento nem sempre resulta em perda da visão central. No entanto, a degeneração macular relacionada com a idade é a principal causa de perda da visão de leitura e do trabalho refinado para perto, em todo o mundo, em pacientes acima de 50 anos de idade.

   CAUSAS E SINTOMAS

   A mais comum das formas degeneração macular é chamada degeneração macular involucional. Aparece em mais ou menos 90% de todos os casos, e está associada ao envelhecimento. É causada por uma atrofia ou afinamento das células visuais da mácula.

   Cerca de 10% das degenerações maculares caem dentro da categoria denominada degeneração macular exudativa. Normalmente, a mácula é protegida por uma membrana fina que a separa dos vasos sangüíneos bem delicados que nutrem a parte posterior do olho. Algumas vezes esta membrana se rompe e causa a formação de um tecido cicatricial. Este processo de cicatrização geralmente leva ao crescimento de novos vasos sangüíneos (neovasos) anormais no seu interior. Estes neovasos são muito frágeis e se rompem facilmente deixando extravasar o seu conteúdo para dentro da retina. O sangue e fluidos de contínuos extravasamentos destroem a mácula e causam uma cicatrização adicional. A visão torna-se distorcida e borrada e, com a formação de um denso tecido cicatricial, a visão central pode ser severamente afetada. Outros tipos de degeneração macular são herdados; podem ocorrer em pacientes adolescentes como a degeneração macular juvenil e não estão associados com o processo de envelhecimento. Ocasionalmente, trauma, infecção ou inflamação podem também lesar o tecido delicado da mácula.

   Freqüentemente a degeneração macular envolve um olho, independentemente do outro. Nestes casos, dificilmente o paciente percebe qualquer problema visual, nos estágios precoces da doença. Os sintomas se diferenciam em cada paciente. Desde que a visão lateral usualmente não é afetada, a maioria das pessoas pode ter uma vida próxima do normal. Se ambos os olhos são afetados, no entanto, a leitura e o trabalho para perto tornam-se extremamente difíceis

   A visão de cores torna-se prejudicada e outros sintomas visuais podem também se desenvolver, devido devido à degeneração macular:

AS PALAVRAS NO CENTRO APARECEM "BORRADAS".

AS LINHAS NO CENTRO APARECEM "DISTORCIDAS".

UMA ÁREA ESCURA APARECE NO CENTRO DA VISÃO.

 

 DIAGNÓSTICO E DETECÇÃO DO PROCESSO

   Muitos pacientes não tomam consciência do problema macular até que a visão central "borrada" ou mais comumente "ondulada" ou "distorcida" torna-se óbvia. O oftalmologista, entretanto, pode detectar a degeneração macular nos seus estágios precoces, examinando a mácula cuidadosamente, por observação direta, com um instrumento chamado oftalmoscópio. São feitos outros testes como o teste na tela de Amsler, em que o paciente olha em uma folha teste (similar a um papel gráfico), quando se pode checar a extensão da perda de pontos na visão.

   Um teste avalia se o paciente consegue diferenciar as cores e testes adicionais ajudam na detecção de condições que possam predispor a mácula a se deteriorar. Com freqüência, são feitos estudos especiais denominados videoangiografia digital com indocianina verde e angiofluoresceinografia, quando se injeta um corante na veia do braço do paciente e então fotografa-se a retina e a mácula. O corante ajuda a distinguir qualquer anormalidade eventualmente presente nos vasos sangüíneos.

   A degeneração macular pode ser detectada e diagnosticada precocemente por um oftalmologista se exames oculares fizerem parte do check-up periódico do indivíduo. O exame oftalmológico é especialmente indicado se outros membros da família tiverem uma história de problemas retinianos. Para pacientes com degeneração macular, o diagnóstico precoce por um especialista em doenças da retina pode prevenir dano adicional ou auxiliar o paciente a fazer um ajuste visual com óculos especiais para uma provável deficiência visual.

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