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TUDO SOBRE |
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- O OLHO HUMANO |
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- Cirurgia Refrativa |
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- Ambliopia |
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- Conjuntivite |
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- Catarata na Infância |
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- DESCOLAMENTO DE RETINA |
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-
VITRECTOMIA |
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-
CATARATA |
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-
ESTRABISMO |
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-
CIRURGIA OCULAR POR LASER |
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-
CIRURGIA REFRATIVA |
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-
DEGENERAÇÃO MACULAR
RELACIONADA COM A IDADE |
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-
MOSCAS VOLANTES |
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-
RETINA DESCOLADA |
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-
RETINOPATIA DIABÉTICA |
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-
GLAUCOMA |
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-
TRANSPLANTE DE CÓRNEA |
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-
DEFEITOS VISUAIS E SUAS CORREÇÕES |
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- Retinoblastoma |
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- Olho Seco |
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Cirurgia Refrativa |
Através do Excimer Laser, um
aparelho de última geração, é possível fazer a correção de
ametropias de graus leves, moderados e altos, tais como miopia,
astigmatismo e hipermetropia.
PRK e Lasik, as duas técnicas utilizadas nesse processo, também
corrigem graus residuais de outras cirurgias e removem
irregularidades da córnea. |
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PRK |
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Existem diversos métodos
cirúrgicos para o tratamento do descolamento de retina, mas,
independentemente da técnica, o objetivo principal em todas elas é
obter um fechamento das rupturas retinianas, levando à reconstrução
da área atingida. Uma cicatriz é produzida intencionalmente para
facilitar a aderência entre as partes lesionadas. |
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LASIK |
Ao contrário do PRK, o LASIK (Laser-in
Keratomileusis) corrige a visão agindo em camadas internas da
córnea.
Usado no tratamento de graus de miopia altos e de hipermetropia
moderados, é precedido pela aplicação de um colírio anestésico e de
um dispositivo especial entre as pálpebras, impedindo que o paciente
pisque. Em seguida, uma fina camada da córnea é levantada por um
instrumento denominado microcerátomo e o laser é acionado. O
paciente deve olhar diretamente para a luz guia enquanto sua córnea
é remodelada de forma especificada para a correção de seu problema.
Ao fim do processo, a camada é reposicionada sem necessidade de
pontos e a recuperação do paciente se faz rapidamente e com
desconforto reduzido.
Por ser executado na parte interior da córnea e devido a pequena
área trabalhada, a visão retorna em poucos dias. |
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Procedimentos e
cuidados pós-cirúrgicos |
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O paciente ideal deve ter mais de
18 anos, possuir córneas saudáveis e não pode ter apresentado um
aumento significativo de grau nos últimos 12 meses. Alguns
problemas médicos também interferem na realização da cirurgia. Para
saber mais, consulte o seu oftalmologista. |
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Ambliopia |
Ambliopia é um termo oftalmológico
para baixa visão que não é corrigida com óculos. Isso quer dizer que
a causa desse déficit não está especificamente no olho, mas sim na
região cerebral que corresponde à visão e que não foi devidamente
estimulada no momento certo (“o olho não aprende a ver”). Também é
chamada de “olho preguiçoso” e afeta 1 a 2% da população, sendo a
principal causa de baixa visão nas crianças.
É um problema sério e que pode passar desapercebido pela criança ou
pelos pais (por isso triagens visuais para as crianças são tão
importantes). Se não tratado antes dos 7 ou 8 anos de idade, deixa
déficit visual que afetará a criança por toda a vida, impedindo-a de
exercer profissões ou atividades que dependam da visão binocular.
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O que causa a
Ambliopia? |
As principais são:
• Refracional: um ou ambos os olhos tem a imagem borrada por um erro
refracional (grau) não percebido e não tratado, fazendo com que os
olhos não desenvolvam sua capacidade de enxergar.
• Ambliopia por privação: qualquer obstáculo à formação de imagem
nítida na retina, como a catarata congênita, ptose palpebral,
hemangiomas entre outras.
• Estrábica: a criança “usa” apenas um dos olhos (o que está
alinhado) e o olho desviado não se desenvolve pois o cérebro precisa
suprimir a imagem deste para que a criança não apresente visão
dupla. |
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Existe tratamento? |
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Sim, e esta é a principal razão de
se fazer exames oftalmológicos rotineiros em crianças que
aparentemente não apresentam nenhum problema. Se detectado
precocemente podemos corrigir e a criança desenvolver visão normal
na maioria dos casos. |
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Como é o
tratamento? |
Devemos primeiramente corrigir a
causa, propiciando imagem retiniana clara, com o uso de óculos,
cirurgia de catarata entre outras.
A seguir devemos forçar a criança a usar o olho preguiçoso o que
geralmente é feito com o uso de oclusores oculares (tampão) sobre o
olho bom.
O estrabismo costuma ser corrigido geralmente após o tratamento da
ambliopia. |
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Existem outras
alternativas ao uso de oclusores? |
Podemos algumas vezes usar
colírios que “embaçam” a visão do olho bom e forçam a criança a usar
o amblíope. Podemos fazer isto também com o uso de óculos mas a
oclusão continua sendo o melhor tratamento na maioria das vezes.
Medicações orais estão em estudo para se tentar melhorar os
resultados dos tratamentos e poderão ser uma alternativa para
crianças mais velhas. |
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Conjuntivite |
Conjuntivite é a inflamação da
conjuntiva, membrana transparente e fina que reveste a parte da
frente do globo ocular e o interior das pálpebras. O branco do olho
(esclera) é coberto por uma película fina chamada conjuntiva, que
produz muco para cobrir e lubrificar o olho. Normalmente, possui
pequenos vasos sangüíneos em seu interior, que podem ser vistos
através de uma observação mais rigorosa. Quando a conjuntiva se
irrita ou inflama, os vasos sangüíneos que a abastecem alargam-se e
tornam-se muito mais proeminentes, causando então a vermelhidão do
olho.
Em geral, acomete os dois olhos, pode durar de uma semana a 15 dias
e não costuma deixar seqüelas. |
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Causas |
Quando a conjuntivite aparece
depois do contato com um agente químico, ela é chamada de
conjuntivite irritativa. Já aquele tipo causado por pó ou perfume
recebe o nome de alérgica. As duas variações da doença provocam
principalmente vermelhidão e coceira, e não são transmitidas por
contato. Ela pode ser ainda viral ou bacteriana, em geral mais
graves e podendo ser transmitidas por contato. As virais são as que
mais freqüentemente são causas de epidemias.
A contaminação do olho com bactérias ou vírus, se dá por transmissão
dos mesmos pelas mãos (por manipulação do olho), por toalhas,
cosméticos (particularmente maquiagem para os olhos) ou uso
prolongado de lentes de contato.
Os irritantes causadores de conjuntivite podem ser a poluição do ar,
fumaça (cigarro), sabão, sabonetes, spray, maquiagens, cloro,
produtos de limpeza, etc.
Alguns indivíduos apresentam conjuntivite alérgica (sazonal), devido
à alergia, principalmente a pólen e perfumes em spray. |
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Sintomas |
Em geral, a conjuntivite se
caracteriza por ardência e coceira na região ocular, com sensação de
corpo estranho (areia ou de ciscos) nos olhos, bem como um irritante
lacrimejar, olhos vermelhos e sensíveis principalmente à claridade,
e pálpebras inchadas. No caso da conjuntivite infecciosa, os olhos
doem, além de secretarem um insistente líquido amarelado. Este tipo
é, sem dúvida, o que mais aflige.
Infecções bacterianas, com estafilococos ou estreptococos, deixam o
olho vermelho, associado a um montante considerável de secreção
purulenta (pus). Uma consulta imediata a um oftalmologista é
aconselhada. Por outro lado, outras infecções bacterianas são
crônicas e podem produzir pouca ou mesmo nenhuma supuração, exceto
um pequeno endurecimento dos cílios pela manhã.
Alguns vírus produzem a típica irritação dos olhos, dores de
garganta e corrimento nasal, devido a um pequeno resfriado. Outros
podem infectar apenas os olhos. As conjuntivites virais produzem
geralmente duram de uma a duas semanas. |
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Como Evitar |
Para combater uma epidemia é
importante que as pessoas com conjuntivite, bem como as que não
apresentam a infecção, tenham algumas informações que são úteis para
a sua proteção e para evitar o contágio.
Para prevenir a transmissão, enquanto estiver doente, tome as
seguintes precauções:
• Lave com freqüência o rosto e as mãos uma vez que estas são
veículos importantes para a transmissão de microorganismos.
• Aumente a freqüência de troca de toalhas ou use toalhas de papel
para enxugar o rosto e as mãos.
• Não compartilhe toalhas de rosto.
• Troque as fronhas dos travesseiros diariamente enquanto perdurar a
crise.
• Lave as mãos antes e depois do uso de colírios ou pomadas e, ao
usá-los não encoste o bico do frasco no olho.
• Não use lentes de contato enquanto estiver com conjuntivite, ou se
estiver usando colírios ou pomadas.
• Não compartilhe o uso de esponjas, rímel, delineadores ou de
qualquer outro produto de beleza.
• Evite coçar os olhos para diminuir a irritação.
• Evite aglomerações ou freqüentar piscinas de academias ou clubes.
• Evite a exposição a agentes irritantes (fumaça) e/ou alérgenos
(pólen) que podem causar a conjuntivite. |
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Para prevenir o
contágio, tome as seguintes precauções: |
• Não use maquiagem de outras
pessoas (e nem empreste as suas).
• Use óculos de mergulho para nadar, ou óculos de proteção se você
trabalha com produtos químicos.
• Não use medicamentos (pomadas, colírios) sem prescrição (ou que
foram indicados para outra pessoa).
• Evite nadar em piscinas sem cloro ou em lagos.
Todos estes cuidados devem ser verificados por pelo menos 15 dias
desde o início dos sintomas nos indivíduos contaminados, já que
durante este período as pessoas com conjuntivite podem ainda
apresentar contágio, evitando repassá-la para outras pessoas.
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Tratamento |
Na maioria dos casos de
conjuntivite, os sintomas e a doença passam em 10 dias, sem que seja
necessário qualquer tipo de tratamento. Medicações (pomadas ou
colírios) podem ser recomendadas para acabar com a infecção, aliviar
os sintomas da alergia e também diminuir o desconforto. Acima de
tudo, não use medicamentos sem orientação médica. Alguns colírios
são altamente contra-indicados porque podem provocar sérias
complicações e agravar o quadro.
Para a conjuntivite viral não existem medicamentos específicos,
sendo assim, cuidados especiais com a higiene ajudam a controlar o
contágio e a evolução da doença.
Se você sabe que tem alergia ou intolerância a algum produto
químico, mantenha-se longe dele, durante e depois da crise.
Para melhorar os sintomas, lave os olhos e faça compressas com água
gelada, que deve ser filtrada e fervida, ou com soro fisiológico.
E lembre-se: ao perceber alguma irritação, vermelhidão ou secreção
anormal, procure imediatamente seu oftalmologista. Só ele pode
indicar o melhor tratamento. |
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Sinais de alerta |
• Alterações visuais.
• Dor ocular intensa.
• Dor ao movimentar os olhos.
• Febre.
• Não melhorar com a medicação.
• Secreção continua após o término da medicação.
• Aumento da sensibilidade à luz. |
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Ceratocone |
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Ceratocone é a
alteração da córnea que provoca um afinamento progressivo de sua
porção central e conseqüente baixa de acuidade visual. Esta pode ser
moderada, severa e até imperceptível em estágio inicial.
O tempo de evolução da doença é variável e inicia-se, geralmente, na
adolescência. Afeta homens e mulheres na mesma proporção e na grande
maioria dos casos prejudica os dois olhos. |
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Quais são os
sintomas? |
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O primeiro
sintoma é o embasamento da visão, e geralmente desenvolvem-se,
também, miopia e astigmatismo. Fotofobia, leve pulsação corneal,
lacrimejamento, dor e redução do brilho corneano também caracterizam
esta doença. |
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Como se faz o
diagnóstico do ceratocone? |
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A identificação
de um ceratocone é fácil quando este se encontra em estágio moderado
ou avançado. Porém, em fases iniciais, o diagnóstico torna-se mais
difícil, requerendo uma cuidadosa história clínica, medidas da
acuidade visual, refração e modernos exames complementares. |
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O tratamento |
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Em estágio
inicial, o uso de lentes corretivas pode regular os problemas de
visão decorrentes do ceratocone. Porém, com seu agravamento, esse
recurso torna-se insuficiente e o transplante de córnea é
recomendado.
O tratamento cirúrgico do ceratocone pode ser realizado através de
Ceratoplastia penetrante, Ceratoplastia lamelar, Excimer laser e
Intacs, modernos procedimentos de remoção e correção da córnea.
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Olho Seco |
Olho Seco ou Ceratoconjuntivite
Sicca é uma alteração da superfície ocular que causa ardor,
queimação e sensação de corpo estranho. Este quadro pode levar a um
processo de lacrimejamento mais intenso que se baseia em alterações
de hormônios, evaporação e lubrificação, metaplasia celular e
infecções associadas.
O olho seco pode estar associado a doenças que causam conjuntivite
cicatricial grave, como o eritema multiforme, tracoma e penfigóide
cicatrizante. Também pode aparecer em decorrência de doenças
sistêmicas como a esclerodermia, leucemia, linfoma e em condições de
alacrimia congênita, aplasia de glândula lacrimal, disautonomia
familiar, síndrome de Riley-Day, entre outras |
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Quais os
sintomas? |
Em casos moderados, são habituais
a sensação de corpo estranho, prurido, queimação e hiperemia
conjuntival moderada. Os sintomas pioram à tarde ou à noite e são
intensificados pelo vento, fumaça e leitura prolongada.
Quando se trata de um caso mais severo, ocorre turvação da visão,
dor, fotofobia e incapacidade de produção lacrimal. |
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O tratamento |
Na maioria dos casos, os sintomas
podem ser controlados pela utilização de lágrimas artificiais e
pomadas oftálmicas. Em outros, é indicada a aplicação de
dispositivos liberadores de lágrimas artificiais no fundo do saco
conjuntival.
Já nos mais severos, além dos agentes já citados anteriormente,
pode-se utilizar a oclusão dos pontos lacrimais. Esse procedimento
pode ser realizado por cauterização, laser, suturas, plugs e
recobrimento do ponto lacrimal com conjuntiva do mesmo olho. |
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Retinoblastoma |
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É o câncer
originário das células embrionárias da retina (porção posterior do
olho responsável pela transformação dos estímulos luminosos em
estímulos nervosos que vão para o cérebro). Afeta uma em cada 15.000
a 30.000 crianças nascidas nos EUA. Parece ser mais comum nos países
em desenvolvimento. É o tumor ocular mais comum das crianças, que
podem ser de todas as raças, e de ambos os sexos.
É uma doença de etiologia genética decorrente da mutação de um gene
localizado no braço longo do cromossomo 13. Pode ter caráter
hereditário, o que ocorre em 10% dos casos; esses casos têm
transmissão pelo modelo autossômico dominante. Os 90% restantes têm
apresentação não hereditária.
O retinoblastoma pode ser congênito ou aparecer durante os 3
primeiros anos de vida principalmente. Pode ser uni ou bilateral. A
maioria dos casos (75%) é unilateral.
Pode se apresentar de diversas maneiras. A maioria dos pacientes
apresenta um reflexo branco na pupila (leucocoria), ao invés da
pupila preta normal ou, então, em substituição ao reflexo vermelho,
também normal, que aparece em fotografias, quando se está olhando
diretamente para a câmara fotográfica. O reflexo branco anormal na
pupila é, às vezes, referido como o “reflexo do olho do gato”.
O estrabismo (ou desvio ocular) é a segunda maneira mais comum de
apresentação do retinoblastoma.
Pode apresentar-se também através de outros sinais como: olho
vermelho, dolorido, baixa visual, inflamação de tecidos
perioculares, pupila aumentada ou dilatada e mudança de cor da íris
(heterocromia). Pode vir associado a outras anomalias como o retardo
no desenvolvimento, malformação das orelhas, polidactilia e retardo
mental.
O diagnóstico é feito pelo exame do fundo do olho com oftalmoscopia
indireta (mapeamento de retina). Algumas vezes precisamos fazer o
exame com a criança sedada. Ultrassonografia ocular pode ser usada
para confirmar a presença de retinoblastoma e permite medir o
tamanho do(s) tumor(es). Tomografia computadorizada e ressonância
magnética também são importantes para se determinar extensão para
órbita, nervo óptico e cérebro.
Um oncologista pediatra é importante para investigar presença de
metástases e definições de condutas terapêuticas, juntamente com o
oftalmologista.
O tratamento é individualizado para cada paciente. Ele depende do
tamanho do tumor, da idade da criança, do envolvimento de um ou de
ambos os olhos e da presença de metástases. Os objetivos do
tratamento, por ordem decrescente de importância, são: salvar a
vida, manter o olho e a visão e preservar a aparência estética.
Tumores pequenos, em geral são tratados por laser ou crioterapia.
Tumores médios são tratados por quimioterapia, braquiterapia ou
radiação por feixes externos e laser. Tumores grandes, geralmente só
podem ser tratados pela remoção do globo ocular (enucleação). Quando
há invasão do sistema nervoso central ou metástases à distância
usa-se quimioterapia e radioterapia no tratamento. Os resultados são
tanto melhores quando menos avançado é o estádio da doença. |
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IMPORTANTE: |
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• Única forma
de realmente se fazer o diagnóstico precoce do retinoblastoma é a
realização de fundoscopia sob midríase (dilatação pupilar) em
crianças sem sinais ou sintomas. Assim poderíamos tratar a maioria
dos casos conservadoramente, evitando o grande número de enucleações.
Pelo menos com 1 ano de vida e a seguir anualmente, toda criança
deveria ter seus olhos examinados, com dilatação pupilar e exame de
seu fundo de olho por oftalmologista familiarizado com a realização
de exames de retina de crianças.
•Toda criança sob suspeita de retinoblastoma deve ser examinada o
mais rápido possível. Crianças com pais ou familiares que
apresentaram a doença devem ser examinadas no berçário e manter um
programa de segmento rígido.
•A enucleação é a forma mais comum de tratamento do retinoblastoma,
principalmente devido ao diagnóstico tardio e dificuldade para se
chegar a centros especializados. Sempre que os pais notarem alguma
alteração no reflexo do olho da criança esta deve ser examinada o
mais rápido possível.
•O exame oftalmológico de crianças sempre deve ser feito com
oftalmoscópio indireto e pupila dilatada para se identificar doenças
retinianas precocemente.
•NÃO considerar casos de ESTRABISMO constante como normais após os 2
meses de vida. Devem todos ser examinados pois podem ser
manifestações de diversas doenças oculares como catarata, glaucoma e
retinoblastoma. |
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A SEGUIR ALGUMAS IMAGENS DE OLHOS
COM RETINOBLASTOMA: |
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Foto 1: Criança com leucocoria
(reflexo pupilar branco) em olho direito secundário a presença de
retinoblastoma. |
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Foto 2: grande retinoblastoma
acometendo a porção posterior do olho. |
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Catarata na Infância |
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A
catarata é uma opacificação do cristalino, lente natural
transparente que possuímos dentro do olho com a função de focalizar
os objetos. Apesar de freqüentemente acometer idosos, segundo
relatórios da OMS, a catarata é uma das principais causas de
cegueira infantil tratável e passível de prevenção. |
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A
catarata leva a uma baixa visual do olho acometido que geralmente só
pode ser melhorada com realização de cirurgia. Quando acomete
crianças assume maior gravidade pois, se não tratada rapidamente, a
baixa visual pode se tornar irreversível pelo desenvolvimento de
ambliopia, que é uma falha no desenvolvimento da capacidade de
enxergar (ver material informativo próprio sobre ambliopia).
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Está dividida em dois grupos: catarata congênita (infantil),
presente no nascimento ou que aparece imediatamente após; e catarata
adquirida, que ocorre mais tarde, e está normalmente relacionada a
alguma causa específica como traumas ou doenças sistêmicas. Ambos os
tipos podem ser unilaterais ou bilaterais, parciais ou completas
(totais). |
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Muitas cataratas
congênitas são de causa desconhecida; algumas são geneticamente
herdadas (principalmente autossômicas dominantes); outras são
secundárias às doenças infecciosas intra-uterinas (rubéola,
toxoplasmose, citomegalovírus e sífilis) ou metabólicas, ou ainda
associadas à variadas síndromes. Uma pesquisa da causa é adequada,
embora, em muitos casos, nenhuma possa ser identificada. As
cataratas adquiridas surgem muito comumente do trauma, contusão ou
penetrante. Outras causas incluem a uveíte (inflamação
intra-ocular), infecções oculares adquiridas, diabetes e drogas
(principalmente corticosteróides tópicos ou sistêmicos). |
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O principal sinal
decorrente da catarata congênita é a leucocoria (reflexo pupilar
branco). Outros sinais são: estrabismo, nistagmo (situação em que o
olho apresenta movimentos não coordenados em diversas direções) e
microftalmia (olho de tamanho menor que o normal). |
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O tratamento deve ser
o mais precoce possível e depende do tipo da catarata, sua
localização, intensidade, grau de comprometimento visual, idade da
criança e presença de outras alterações oculares associadas. |
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Algumas vezes o tratamento clínico
(midriáticos, óculos, oclusão) pode ser indicado em cataratas
parciais, mas o tratamento é basicamente cirúrgico. A retirada da
catarata pode ser realizada por várias técnicas (facectomia
extracapsular, lensectomia via pars-plana, facoemulsificação), com
implante ou não de lente intra-ocular. A técnica utilizada depende
das características da catarata e de diversos fatores como a idade
do paciente, presença da catarata em um ou ambos os olhos, mal
formações associadas e até pela preferência do cirurgião. |
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O acompanhamento
pós-operatório é fundamental para o desenvolvimento visual pois
podem surgir diversas complicações que devem ser tratadas
prontamente, inclusive com novas intervenções cirúrgicas. As
principais complicações são inflamações intra-oculares, glaucoma e
opacidades secundárias no eixo visual |
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Uso de óculos, lentes de contato e
oclusores além da correta estimulação são também fundamentais para o
desenvolvimento visual da criança. Sem estas medidas e total
comprometimento dos pais, mesmo uma cirurgia tecnicamente perfeita
pode levar a uma criança com visão muito baixa no olho operado |
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IMPORTANTE: |
• A principal forma de se
diagnosticar a catarata infantil em tempo hábil para um tratamento
adequado é
é o teste do reflexo vermelho (“TESTE DO OLHINHO”) nas primeiras 24
horas de vida, ou seja, antes da alta da maternidade (deverá ser
repetido nas consultas de rotina do bebê no primeiro ano de vida). O
exame deve serrealizado pelo pediatra/neonatologista, em sala
escura, utilizando-se um oftalmoscópio direto a uma distância de 20
cm a um metro do olho da criança. Um reflexo vermelho semelhante ao
observado em fotografias com flash é observado em olhos sem
alteração de transparência(cristalino ou outras estruturas
intra-oculares.
A ausência do reflexo indica opacidade e o paciente deve ser
encaminhado com urgência para investigação detalhada com
oftalmologista.
• Os melhores resultados de cirurgias para cataratas congênitas são
observados quanto são realizadas nas primeiras 12 semanas de vida.
• Crianças em uso de corticosteróides, principalmente por tempo
prolongado, devem ser avaliadas por oftalmologistas para
investigação de cataratas e glaucomas que podem se desenvolver.
• Prevenção das doenças infecciosas congênitas, principalmente
rubéola e toxoplasmose, podem diminuir significativamente o número
de crianças acometidas pela catarata infantil. |
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Foto 1:
Fotografia de criança demonstrando reflexo vermelho normal em ambos
os olhos, mostrando ausência de catarata. |
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Foto 2:
Fotografia de discreta catarata polar anterior (seta). Esta catarata
não precisa ser operada neste estágio pois não compromete visão mas
precisa ser acompanhada pois tem tendência a aumentar de tamanho. |
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Foto 3: Catarata
obstruindo totalmente a visão de olho esquerdo. Se não operada
rapidamente poderá levar a baixa visual irreversível. |
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Descolamento de Retina
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A
retina é uma membrana delicada que reveste a parte posterior do
olho, sendo responsável pela captação e envio de imagens ao cérebro.
É mantida em seu local por um mecanismo próprio de adesão, auxiliado
pelo corpo vítreo. Em alguns casos, a contração do vítreo, que é
característica do processo de envelhecimento, pode tracionar a
retina. Essa tração pode causar uma ruptura retiniana e seu
conseqüente descolamento. Nesta fase o paciente pode notar “moscas
volantes” ou flashes luminosos. Além do envelhecimento, a alta
miopia, os fatores genéticos, o trauma ocular, as cirurgias
intra-oculares e a prematuridade, são algumas das condições que
predispõem ao descolamento de retina. Quando o descolamento de
retina já está presente, o paciente observa uma “sombra” no campo de
visão. |
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O tratamento do Descolamento de
Retina |
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Existem diversos métodos cirúrgicos para o tratamento do
descolamento de retina, mas, independentemente da técnica, o
objetivo principal é obter um fechamento das rupturas retinianas,
levando à reconstrução da área atingida.
Uma cicatriz é produzida intencionalmente para facilitar a
aderência entre as partes lesionadas. |
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A cirurgia |
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O
tratamento cirúrgico se inicia com um completo exame oftalmológico
que se segue por uma seqüência de procedimentos pós-operatórios. A
internação se dá, normalmente, no dia da operação e exceto em casos
especiais, o paciente não deve se alimentar e nem tomar água no
mesmo dia. Geralmente, a cirurgia é feita com anestesia local e no
fim do processo, o paciente retorna ao seu quarto com um curativo
sobre o olho operado |
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Procedimentos e cuidados
pós-cirúrgicos |
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O
paciente geralmente recebe alta no mesmo dia ou no dia seguinte.
Dores moderadas são habituais e a visão no olho operado retorna
lentamente, dias ou semanas após a cirurgia.
Caso seja necessário o uso de gás ou óleo de silicone intra-ocular,
o paciente apresentará comprometimento da visão, durante o período
em que os mesmos permanecerem dentro do olho. Quando o gás é
utilizado, viagens aéreas não são recomendadas por um período de dez
a vinte dias. O uso da medicação prescrita deve ser mantido de
acordo com as indicações médicas. Recomendações referentes a
posições, atividades físicas e consultas de retorno também podem ser
dadas pelo profissional. |
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Vitrectomia |
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Vitrectomia é o nome que se dá à técnica de cirurgia do corpo
vítreo, o fluido gelatinoso que preenche o interior do globo ocular.
Ela é indicada no tratamento de diversas patologias oculares, tais
como: buraco de mácula, membrana epiretiniana, membrana
sub-retiniana, descolamento de retina, retinopatia diabética,
tromboses venosas e retinopatia da prematuridade. A vitrectomia pode
ainda ser indicada em casos de complicações das cirurgias
intra-oculares como as de catarata,inflamações e infecções
intra-oculares, complicações do trauma ocular, descolamento de
coróide seroso ou hemorrágico, reposicionamento da lente intra-ocular
para o vítreo e edema macular cistóide. Existem ainda outras
indicações menos freqüentes
A CIRURGIA
A
cirurgia de vitrectomia é precedida de exames oftalmológicos e
seguida por uma seqüência de procedimentos per-operatórios. A
internação se dá, normalmente, no dia da operação e exceto em casos
especiais, o paciente não deve se alimentar e nem tomar água no
mesmo dia. Na maioria das vezes, a cirurgia é realizada com a
aplicação de anestesia local, sempre em ambientes adequadamente
compostos por equipamentos sofisticados. A operação é feita através
de três ou quatro micro incisões que permitem a utilização de
minúsculos instrumentos como pinças, tesouras, pontas de laser e
sondas. Em casos específicos, utiliza-se instrumentos de
micro-calibre que dispensam os pontos no final da cirurgia.
VITRECTOMIA NA
RETINOPATIA DIABÉTICA

Procedimentos e cuidados pós-cirúrgicos
Terminado o ato cirúrgico, o paciente retorna ao quarto com um
curativo sobre o olho operado e geralmente recebe alta no mesmo dia
ou no dia seguinte. Dores moderadas são habituais e a recuperação
visual, parcial ou total, no olho operado ocorre lentamente, dias ou
semanas após a cirurgia.
Caso seja necessário o uso de gás ou óleo de silicone intra-ocular,
o paciente apresentará comprometimento da visão, durante o período
em que os mesmos permanecerem dentro do olho. Quando o gás é
utilizado, viagens aéreas não são recomendadas por um período de dez
a vinte dias. O uso da medicação prescrita deve ser mantido de
acordo com as indicações médicas. Recomendações referentes a
posições, atividades físicas, restrições, possíveis anormalidades e
consultas de retorno, serão fornecidos pela equipe do CBCO, que
estará à disposição permanente durante o período pós-operatório. A
técnica da vitrectomia trouxe, nos últimos anos, grande benefício a
inúmeros indivíduos com alterações da retina e do vítreo. O emprego
adequado dos avanços tecnológicos que aprimoram a técnica cirúrgica,
rápida e constantemente, pode significar melhora ou estabilização de
um grande número de doenças
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O OLHO HUMANO

PÁLPEBRAS
As
pálpebras são as partes móveis que servem
para proteger os olhos. A pele das pálpebras
é a mais fina do corpo, é de grande
elasticidade, pois exige-se muito delas nos
movimentos de abertura e fechamento dos
olhos. Além do mais elas tem a função de
lubrificar os olhos.

ESCLERA
É a estrutura branca dos olhos e funciona
como um "esqueleto", contendo, protegendo e
dando forma ao globo ocular. É contínua à
córnea e ao revestimento do nervo óptico.

CÓRNEA
A córnea é a lente natural mais
importante do olho, que, assim como a lente
de uma câmera fotográfica, refrata os raios
de luz que entram nos olhos, participando da
focalização das imagens na retina. Ela é um
tecido totalmente transparente, que,
semelhante ao vidro de um relógio, protege a
estrutura interna, sem ser facilmente visto.

RETINA
A retina é uma fina camada de tecido
nervoso que reveste a face interna e
posterior do globo ocular. É destinada a
receber os raios de luz, formando as imagens
e transferi-las para o cérebro. Quando não
há erros de refração, as imagens recebidas
estarão perfeitamente em foco.
MÚSCULOS EXTRA-OCULARES
Seis músculos extra-oculares controlam os
movimentos de cada olho: quatro músculos
retos e dois oblíquos. Eles mantém o
alinhamento dos olhos, possibilitando a
formação da imagem em locais determinados da
retina. O desalinhamento dos olhos é chamado
de estrabismo e denota uma disfunção destes
músculos.

NERVO ÓPTICO
O nervo óptico é um prolongamento das
células nervosas da retina, responsável pela
condução das imagens formadas no olho até o
sistema nervoso (cérebro), onde as imagens
serão decodificadas e interpretadas. Ele
pode ser comparado ao fio de um telefone
que conecta o aparelho à uma central
telefônica.

ÍRIS
A íris é a parte colorida dos olhos. É
uma superfície relativamente plana, com uma
abertura circular no centro, a pupila, cuja
função é regular a quantidade de luz que
entra nos olhos, através de movimentos de
dilatação e contração, da mesma forma que o
diafragma de uma máquina fotográfica.

CRISTALINO
É a lente interna dos olhos. É uma
estrutura biconvexa, transparente, de cerca
de 4mm de espessura e 9mm de diâmetro,
suspenso atrás da íris. Sua função, assim
como a da córnea, é de focalizar as imagens
na retina.

VÍTREO
O vítreo é um corpo gelatinoso,
transparente e avascular, que perfaz dois
terços do volume e do peso do olho. Ele
preenche grande parte do espaço interno do
olho. O vítreo é composto por água (cerca de
99%), colágeno e ácido hialurônico, que lhe
conferem sua consistência gelatinosa.
MÁCULA
Utilizando a imagem de uma antena
parabólica para representar o fundo do olho
ressalta-se que o centro corresponde à
mácula e não ao nervo óptico. O nervo óptico
não capta as imagens com a máxima precisão
de detalhes. É o centro óptico do olho, onde
são focalizadas as imagens. O centro da
mácula é a fóvea, região da retina
especializada em ver detalhes com nitidez.
Por isto mesmo, concentra apenas os cones,
sem apresentar sequer uma rede capilar,
recebendo nutrição das células vizinhas.
Cada cone situado nesta região se liga a uma
fibra que faz ligação direta com o nervo
óptico transportando seu estímulo quase que
individualmente.
Neste ponto central da retina faltam
algumas de suas camadas mais internas,
deixando-a mais fina, com uma pequena
concavidade, marcada por uma coloração mais
escura. Esta região se compõe exclusivamente
de cones e, na medida em que se afasta da
fóvea, a retina vai refazendo a sua
estrutura, naturalmente mais espessa.
A mácula tem o tamanho aproximado do
nervo óptico (cerca de 1mm de diâmetro).
A própria anatomia predispõe esta região
da retina para nitidez de detalhes, forma de
imagens paradas, estáticas, porque cada
detalhe pode ser transmitido por uma fibra
nervosa, pouco associado a outras imagens. |
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CATARATA
O QUE É CATARATA?
A catarata é um processo de
envelhecimento do cristalino, lente natural
do olho, normalmente incolor, fina e
transparente.


EM QUE CONSISTE O TRATAMENTO DA CATARATA?
Existem dezenas de técnicas para a
cirurgia da catarata, que se agrupam em dois
grandes grupos; EXTRAÇÃO EXTRACAPSULAR e
FACOEMULSIFICAÇÃO, ambos com implante
intra-ocular de lente.
O cristalino está contido em uma cápsula
fina e clara. No primeiro grupo de
procedimentos, o cirurgião faz uma incisão
na córnea, para remover a parcela anterior
da cápsula, retira o cristalino e o
substitui pela lente.

LASER NO TRATAMENTO POSTERIOR À CIRURGIA
Ao ser retirado o cristalino opacificado
(catarata), a parte restante da cápsula,
utilizada como suporte para a lente, é
preparada a fim de que a luz possa
atravessá-la livremente, para atingir a
retina. Com o tempo, entretanto, cerca de
20% dos pacientes, cirurgiados no prazo de
dois anos, apresentam opacificação da parte
central da referida cápsula, em um processo
natural de regeneração das células,
prejudicando a visão. Não se trata de nova
catarata e um procedimento a Laser (capsulotomia)
pode devolver a limpidez do eixo visual, sem
necessidade de nova incisão cirúrgica.
O PACIENTE E A CIRURGIA DE CATARATA
O paciente e seu médico decidem, juntos,
pela remoção da catarata. Todas as
informações sobre o seu caso são
informatizadas e aquelas que se referem à
técnica cirúrgica escolhida e o tipo de
lente a ser implantado são repassadas para o
Serviço de Relações Públicas, no andar
térreo do CBCO, afim de permitir o
planejamento da cirurgia e seu orçamento.
Ali o paciente pode marcar dia e a hora,
conforme sua conveniência, preparando-se
para a cirurgia de acordo com as
recomendações adequadas.
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ESTRABISMO
O QUE É ESTRABISMO?
Estrabismo é um defeito visual no qual os
olhos estão desalinhados e apontam para
direções diferentes. Um olho pode estar
direcionado em linha reta, enquanto que o
outro olho está desviado para dentro, para
fora, para cima ou para baixo. O olho
desviado pode se endireitar ocasionalmente.
O estrabismo é uma condição comum entre
crianças, que afeta cerca de 4% da
população, mas que também pode ocorrer mais
tarde durante a vida. Ele acontece
igualmente em pessoas do sexo masculino e
feminino.
O TRATAMENTO PRECOCE
Nas Instituições para cegos e Clínicas de
Visão Subnormal as estatísticas são
definitivas, em demonstrar que: 70% de seus
pacientes não seriam cegos, se tivessem sido
tratados precocemente . Essa alarmante e
desastrosa estatística se reveste de grande
importância social, quando consideramos que
estes cegos poderiam ser pessoas com visão
normal se houvessem sido examinados no
início de suas vidas.
Antigamente se acreditava que a criança
não havia desenvolvido totalmente sua visão
até aos 6 anos de idade, logo se concluía
que a idade escolar seria a melhor época
para o primeiro exame oftalmológico. Com o
aperfeiçoamento de técnicas psicofísicas
que independem da colaboração do paciente
obteve-se a informação que mudou o conceito
de exame oftalmológico em criança. Hoje se
sabe que muitas crianças apresentam aos 6
meses de idade um sistema visual
"adulto"(com visão igual à do adulto). Se a
visão evolui tão rapidamente (0-6 meses) é
fácil percebermos a importância do
tratamento , o mais precoce possível,
qualquer que seja a anormalidade do Sistema
Visual.
O diagnóstico precoce da deficiência
visual é essencial, porque no 1° ano de vida
é que as funções visuais básicas se
estabelecem ativando as funções visuais
cerebrais.
Se as células do Sistema Visual do bebê
não forem adequadamente estimuladas por
sinais recebidos pelos olhos, algumas destas
células podem se deteriorar para sempre
impedindo o desenvolvimento normal da visão.
Toda perda da visão altera
consideravelmente o processo normal de vida
do indivíduo, por isso há necessidade de
muito apoio psicológico e muita motivação
que irá construir a mola propulsora da
eficiência e sucesso no treinamento da visão
residual, através de um programa de
estimulação visual precoce.
A IMPORTÂNCIA DO EXAME
É fundamental o exame oftalmológico
precoce. Através dele podemos detectar
alterações e patologias oculares que no
futuro podem trazer conseqüências
irreversíveis.
O estrabismo de grande ângulo é percebido
pelos familiares, mas o estrabismo de
pequeno ângulo é impossível de ser percebido
sem exame especializado.
Pode apresentar danos definitivos para a
visão do bebê se não for detectado
precocemente.
TRATAMENTO
Os objetivos do tratamento para o
estrabismo são de preservar a visão, e
tornar paralelos os olhos. Dependendo da
causa do estrabismo o tratamento pode
envolver o reposicionamento dos músculos do
"olho", a remoção de uma catarata ou a
correção de outros aspectos que fazem com
que o olho desvie.
Após um exame de vista completo,
incluindo um estudo detalhado das partes
internas do olho, um oftalmologista pode
recomendar uma terapia óptica, clínica ou
cirúrgica adequada.
ESTIMULAÇÃO PRECOCE
A estimulação precoce consiste em dar
estímulo, encorajar o desenvolvimento
infantil dentro das possibilidades físicas e
neurológicas da criança.
A estimulação precoce da criança
visualmente incapacitada visa o seu
desenvolvimento num todo, ou seja, ela
abrange a área tanto do desenvolvimento
orgânico como psíquico e intelectual.
Aqui há uma preocupação em encorajar a
criança a explorar todas as suas
potencialidades sensoriais, ou seja , suas
habilidades táteis, olfativas, auditivas,
gustativas, suas potencialidades físicas,
desenvolvendo desta forma seu controle motor
fino e grosso.
A importância da Estimulação Precoce para
deficientes visuais na infância se baseia na
teoria de que a criança quando nasce possui
certos conhecimentos instintivos necessários
as sua sobrevivência, e os seus sentidos
serão, a partir do momento de seu nascimento
os meios pelos quais ela vai adquirir novos
conhecimentos necessários a sua adaptação ao
mundo que a rodeia e os sentidos são os
pontos permanentes de contato com o
ambiente, ou seja, a criança explora o mundo
através dos seus sentidos e da experiência e
desta forma fixa na mente o que absorve do
ambiente.
VISÃO SUBNORMAL
A proposta educacional para o atendimento
a nível reabilitativo da pessoa portadora de
visão subnormal, consiste na estimulação
das áreas aproveitáveis da retina
fundamentada no diagnóstico e prognóstico
oftalmológico que determinou a perda e ou a
progressão da agudeza visual.
Há pontos de elevada importância no
início de um trabalho de estimulação visual
a serem considerados. São eles:
A idade em que a perda visual ocorreu.
O que determinou a perda da agudeza visual.
O interesse da pessoa para reeducar a visão.
O estado emocional da pessoa que ingressar
no processo de reeducação visual.
Toda perda aguda da visão altera
consideravelmente o processo normal de vida
do indivíduo, por isso há necessidade de
muito apoio psicológico e muita motivação
que irá constituir a mola propulsora da
eficiência e sucesso no treinamento da visão
residual.
Outro ponto importante a ser considerado
é a avaliação. Em todo e qualquer trabalho
que se pretende realizar a nível de Educação
e Reabilitação os aspectos avaliativos
desempenham um papel de grande importância,
pois fornecerá os subsídios básicos
necessários para o início e prosseguimento
do atendimento.
Os processos avaliativos devem acontecer
não só na fase diagnostica e terminal do
trabalho, mas durante todo o processo.
Motivar é a palavra chave do nosso
trabalho, partimos do ponto de que "até a
pessoa que tem apenas percepção de luz deve
usar a visão residual mesmo que seja para
sua locomoção independente". Contando com a
ajuda de vários avanços relacionados a visão
Subnormal , como a Tele-lupa, Teste de
Teller, Max-lupe, treinamento para visão
subnormal e orientação pedagógica.
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CIRURGIA OCULAR POR LASER
O
QUE É UM LASER E COMO FUNCIONA?

A
cirurgia oftalmológica por laser é uma das grandes
conquistas da medicina nas últimas décadas. O laser pode ser
usado em várias partes do olho e tem sido muito útil em
tratar diferentes tipos de doenças oculares.
O
termo laser é um abreviatura para "Light Amplification by
Stimulated Emission of Radiation", que em português
entende-se como "Amplificação da Luz por Emissão Estimulada
de Radiação". Na maioria dos lasers oftalmológicos, mais
comumente usados, uma forte corrente elétrica é passada
através de um tubo contendo gases (argônio ou kriptônio) ou
através de materiais sólidos (neodymium-YAG). Desta forma,
uma energia é produzida e o aparelho emite um feixe de luz
uniforme (laser) o qual, quando focado através de um
microscópio, produz uma coagulação por calor ou um corte por
micro explosões em tecidos oculares focalizados.

Diversos tipos de lasers oftalmológicos são usados para
tratar diferentes problemas oculares.
A
denominação destes lasers está, normalmente, relacionado com
o material que o produz. Por exemplo, o laser que usa o gás
argônio é denominado laser de argônio e pode ser o preferido
para tratar uma doença ocular, enquanto o laser que usa o
material Diodo e emite um feixe de luz infravermelho, pode
ser o preferido em tratar outra desordem ou doença ocular.
Existem ainda outros lasers como neodymium-YAG que causam
micro explosões para provocar cortes nos tecidos oculares.
QUAIS AS VANTAGENS EM USAR OS LASERS OFTALMOLÓGICOS
Os lasers oftalmológicos, com seus sofisticados sistemas
microscópicos, fornecem precisão e controle, não disponíveis
em qualquer outra técnica cirúrgica. Esta precisão,
segurança, conveniência e custo reduzido permitem que muitos
pacientes sejam tratados, com sucesso, em uma variedade
crescente de doenças oculares, sem qualquer risco de
infecção, sem dor e sem internação. O laser é realizado no
próprio consultório do seu médico retinólogo (médico
especialista em doenças da retina), após a instilação de
colírio anestésico.
QUAIS AS DOENÇAS QUE PODEM SER TRATADAS COM O LASER?
1. DOENÇAS DA RETINA:
Roturas retinianas ou buracos, que podem levar ao
descolamento de retina, podem ser tratados com a coagulação
pelo laser. Geralmente, os sintomas de descolamento de
retina incluem o aparecimento súbito de flashes de luz ou
moscas volantes no olho. A acuidade visual pode ou não estar
diminuída. Entretanto, nem todas as roturas retinianas podem
ser tratadas pelo laser, uma vez que após o descolamento de
retina faz-se necessária uma intervenção cirúrgica
A
Retinopatia diabética é uma das principais causas de
cegueira em todo o mundo. Pode ser do tipo retinopatia
proliferativa, que se caracteriza pelo crescimento de novos
vasos sanguíneos (neovasos) na superfície da retina, podendo
causar hemorragia e descolamento de retina. Uma segunda
forma é a retinopatia "background" ou edematosa, que se
caracteriza pelo extravasamento de pequena quantidade de
sangue ou material do plasma (gordura) dos vasos sanguíneos
retinianos para dentro da retina, provocando a diminuição da
visão.
A
diminuição da visão não se manifesta, necessariamente, nos
estágios iniciais da doença, razão por que são importantes
os exames oftalmológicos regulares, principalmente quando se
trata de pacientes portadores de diabetes por longos anos. O
laser é empregado, atualmente, com sucesso, na prevenção da
perda visual severa do diabetes e os melhores resultados são
obtidos quando o tratamento é realizado precocemente.
A
degeneração macular relacionada com a idade nunca leva à
cegueira total, mas pode afetar severamente a visão central
ou de leitura. Em certos casos, ela pode ser tratada com o
laser argônio Diodo, ou o laser neodymium-YAG com onda
contínua. Infelizmente, a maioria dos pacientes com
degeneração macular pouco se beneficia do tratamento com
laser oftalmológico, devido à procura tardia da opinião do
oftalmologista, quando já se instalou a deterioração da
retina central. Os pacientes devem ser avaliados
precocemente por técnicas fotográficas especializadas
(angiofluoresceinografia ou videoangiografia com
indocianina verde) para determinar a presença e a
localização dos vasos sangüíneos anormais (neovasos). O
tratamento pelos lasers oftalmológicos tenta destruir estes
vasos anormais e assim prevenir hemorragia ou cicatrização
que, sem dúvida nenhuma, levarão ao deterioro da visão
central.
Existem outras doenças retinianas que também podem ser
tratadas com sucesso usando os lasers, tais como a
retinopatia serosa central, a doença de Eales, anemias,
tromboses vasculares, alguns tumores do olho e várias
outras.
2. GLAUCOMA:
O
glaucoma é uma condição em que a elevação da pressão interna
do olho pode danificar o nervo óptico, levando a eventual
perda da visão. A cirurgia por laser oftalmológico é hoje
freqüentemente usada para controlar a pressão dentro do
olho, nos casos em que o tratamento medicamentoso não tenha
sido suficiente para reduzi-la. Existem dois tipos mais
comuns de glaucoma:
Glaucoma de ângulo aberto, mais comum, em que o diagnóstico
precoce só é possível através de minucioso exame feito por
oftalmologista. Nos casos de resposta insatisfatória ao
tratamento medicamentoso, a intervenção com laser
oftalmológico permite a drenagem do humor aquoso, reduzindo
a pressão ocular e prevenindo qualquer dano visual.
Glaucoma de ângulo fechado: geralmente acompanhada de dor,
olho vermelho, visão de arco-íris, visão borrada, e
ocasionalmente vômitos e náuseas. O laser é usado para criar
uma pequena abertura na íris do olho e assim permitir a
circulação do fluido e reduzir a pressão.
3. MEMBRANAS DO OLHO:
A
formação de membranas no olho pode diminuir ou escurecer a
visão, após certas cirurgias do olho, principalmente a
extração da catarata com implante da lente intra-ocular, ou
como resultado de alguma doença. O neodymium-YAG laser, que
causa micro explosões, é geralmente usado para abrir aquelas
membranas. Ao contrário da crença popular, não é usado para
remover a catarata mas, após a cirurgia de catarata, é
utilizado para fazer uma abertura nesta membrana, para
permitir a entrada de mais luz, com melhora na visão.
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CIRURGIA REFRATIVA
OPÇÕES E BENEFÍCIOS
Desde 1898 a Cirurgia Refrativa vem se desenvolvendo,
apurando e aperfeiçoando técnicas de procedimento cirúrgico
oftalmológico e hoje apresenta soluções para quase todos os
defeitos de refração.
Uma avaliação inicial, baseada em exames específicos da
córnea, realizados por computador e analisados em parâmetros
rigorosos, orienta, seguramente, sobre a técnica ou
combinação de técnicas aplicáveis a cada caso. Mencionam-se:
Topografia Corneana
Paquimetria Ultra-sônica
Análise Especular do Endotélio Corneano
Biomicroscopia Ultra-sônica da Córnea.

Topógrafo de Córnea
A VISÃO
A
visão nítida é resultado da focalização do feixe de luz na
retina, após sua passagem através dos meios transparentes do
olho (córnea, aquoso, cristalino e vítreo) transformando-se
em impulso nervoso que é então transmitido ao cérebro.
Quando a imagem não é focalizada sobre a retina a visão não
é nítida, estabelecendo-se assim os diferentes erros de
refração:
A
visão nítida é resultado da focalização do feixe de luz na
retina, após sua passagem através dos meios transparentes do
olho (córnea, aquoso, cristalino e vítreo) transformando-se
em impulso nervoso que é então transmitido ao cérebro.
Quando a imagem não é focalizada sobre a retina a visão não
é nítida, estabelecendo-se assim os diferentes erros de
refração:
Miopia - dificuldade para enxergar de longe.
Hipermetropia - dificuldade para enxergar de perto.
Astigmatismo - dificuldade para enxergar de longe ou de
perto, conforme se associe à miopia, à hipermetropia ou a
ambas as dificuldades
Presbiopia (vista cansada) - dificuldade para enxergar
perto, devida a idade.

Microscopia Especular
A
CIRURGIA
"EXCIMER
LASER"
TECNOLOGIA QUE TORNA A CIRURGIA REFRATIVA MAIS PRECISA E
SEGURA
As técnicas cirúrgicas contam hoje com o moderno SCANNING
EXCIMER LASER, um aparelho que, ao emitir um feixe de raios
ultravioletas, concentrados num determinado ponto,
possibilita a "remodelação" precisa e segura da córnea de
acordo com o defeito que é necessário corrigir.

Scanning Excimer Laser
Estas cirurgias são realizadas com anestesia tópica (através
de colírio), demorando de dez segundos a três minutos,
dependendo da técnica utilizada, não necessitando de
curativo oclusivo.
A
cirurgia refrativa não impossibilita o uso das lentes de
contato ou qualquer procedimento cirúrgico ocular posterior.
O
paciente pode levar a sua vida normal, tanto nas atividades
profissionais como na prática de esportes, após 30 dias.
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DEGENERAÇÃO MACULAR
RELACIONADA COM A IDADE
O
QUE É ?
Quando o olho olha para frente, a mácula é o ponto da retina
sobre o qual os raios de luz se encontram, após serem
focados pela córnea e pela lente (cristalino) do olho. Como
em filme de uma câmera, a retina recebe as imagens que
passam através da lente (cristalino) do olho, que funciona
como uma "pseudo-câmera". Se a mácula estiver lesada a parte
central das imagens é bloqueada, como se uma área manchada
tivesse sido colocada no centro da gravura. As imagens ao
redor da área manchada podem ser claramente visíveis.
Degeneração é o dano ou falência da mácula. O olho ainda vê
objetos nos lados, desde que a visão lateral, ou "visão
periférica" não esteja afetada. Por esta razão, degeneração
macular, por si só, não resulta em cegueira total.
A
retina é a camada de tecido delicado que reveste a parede
interna da parte posterior do olho. A mácula é uma área
muito pequena no centro da retina. Em tamanho, a mácula
corresponde a uma letra "O" maiúscula datilografada neste
texto. Esta pequena área é responsável pela visão central,
"o olhar para frente" usado para leitura e para outras
tarefas refinadas. Embora a maioria das degenerações
maculares geralmente ocorra em pessoas idosas, o
envelhecimento nem sempre resulta em perda da visão central.
No entanto, a degeneração macular relacionada com a idade é
a principal causa de perda da visão de leitura e do trabalho
refinado para perto, em todo o mundo, em pacientes acima de
50 anos de idade.
CAUSAS E SINTOMAS
A
mais comum das formas degeneração macular é chamada
degeneração macular involucional. Aparece em mais ou menos
90% de todos os casos, e está associada ao envelhecimento. É
causada por uma atrofia ou afinamento das células visuais da
mácula.
Cerca de 10% das degenerações maculares caem dentro da
categoria denominada degeneração macular exudativa.
Normalmente, a mácula é protegida por uma membrana fina que
a separa dos vasos sangüíneos bem delicados que nutrem a
parte posterior do olho. Algumas vezes esta membrana se
rompe e causa a formação de um tecido cicatricial. Este
processo de cicatrização geralmente leva ao crescimento de
novos vasos sangüíneos (neovasos) anormais no seu interior.
Estes neovasos são muito frágeis e se rompem facilmente
deixando extravasar o seu conteúdo para dentro da retina. O
sangue e fluidos de contínuos extravasamentos destroem a
mácula e causam uma cicatrização adicional. A visão torna-se
distorcida e borrada e, com a formação de um denso tecido
cicatricial, a visão central pode ser severamente afetada.
Outros tipos de degeneração macular são herdados; podem
ocorrer em pacientes adolescentes como a degeneração macular
juvenil e não estão associados com o processo de
envelhecimento. Ocasionalmente, trauma, infecção ou
inflamação podem também lesar o tecido delicado da mácula.
Freqüentemente a degeneração macular envolve um olho,
independentemente do outro. Nestes casos, dificilmente o
paciente percebe qualquer problema visual, nos estágios
precoces da doença. Os sintomas se diferenciam em cada
paciente. Desde que a visão lateral usualmente não é
afetada, a maioria das pessoas pode ter uma vida próxima do
normal. Se ambos os olhos são afetados, no entanto, a
leitura e o trabalho para perto tornam-se extremamente
difíceis
A
visão de cores torna-se prejudicada e outros sintomas
visuais podem também se desenvolver, devido devido à
degeneração macular:

AS PALAVRAS NO CENTRO APARECEM "BORRADAS".

AS LINHAS NO CENTRO APARECEM "DISTORCIDAS".

UMA ÁREA ESCURA APARECE NO CENTRO DA VISÃO.
DIAGNÓSTICO E DETECÇÃO DO
PROCESSO
Muitos pacientes não tomam consciência do problema macular
até que a visão central "borrada" ou mais comumente
"ondulada" ou "distorcida" torna-se óbvia. O oftalmologista,
entretanto, pode detectar a degeneração macular nos seus
estágios precoces, examinando a mácula cuidadosamente, por
observação direta, com um instrumento chamado oftalmoscópio.
São feitos outros testes como o teste na tela de Amsler, em
que o paciente olha em uma folha teste (similar a um papel
gráfico), quando se pode checar a extensão da perda de
pontos na visão.

Um teste avalia se o paciente consegue
diferenciar as cores e testes adicionais ajudam na
detecção de condições que possam predispor a mácula
a se deteriorar. Com freqüência, são feitos estudos
especiais denominados videoangiografia digital com
indocianina verde e angiofluoresceinografia, quando
se injeta um corante na veia do braço do paciente e
então fotografa-se a retina e a mácula. O corante
ajuda a distinguir qualquer anormalidade
eventualmente presente nos vasos sangüíneos.

A degeneração macular pode ser detectada e
diagnosticada precocemente por um oftalmologista se
exames oculares fizerem parte do check-up periódico
do indivíduo. O exame oftalmológico é especialmente
indicado se outros membros da família tiverem uma
história de problemas retinianos. Para pacientes com
degeneração macular, o diagnóstico precoce por um
especialista em doenças da retina pode prevenir dano
adicional ou auxiliar o paciente a fazer um ajuste
visual com óculos especiais para uma provável
deficiência visual.
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